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quarta-feira, 29 de abril de 2009

Festival de Talentos nos Centros da Juventude


A Secretaria de Desenvolvimento Social e Direitos Humanos promove, hoje e amanhã, simultaneamente, o Festival de Talentos, nos quatro Centros da Juventude da Região Metropolitana do Recife. Serão dois dias voltados para apresentação de trabalhos utilizando elementos artísticos relacionados à temática do meio ambiente.  

Serão apresentados grupos de teatro, hip-hop, artes plásticas, circo e dança afro, todos com alunos dos centros, como resultado dos cursos ministrados pelos instrutores e educadores da instituição. A novidade do festival é a apresentação de circo e música, resultado de uma parceria feita entre o Centro da Juventude e o Serviço Social do Comércio - Sesc. 

Hoje, a abertura será no Centro da Juventude do Alto do Pascoal, das 10 às 15h, com participação especial da ONG Desafio Jovem, que apresentará show com ventríloquo. Jovens da comunidade de Beberibe, por sua vez, farão exibições de danças populares . 

Para o coordenador de Cultura dos Centros da Juventude, Sérgio Ricardo, este tipo de ação é de grande importância para a integração das comunidades. “É uma proposta de incentivo ao protagonismo artístico, como forma de fortalecimento da auto-estima do jovem”, disse ele. 

Profissão política


 

O Brasil é um país de muitos ditados e chavões (provavelmente este seja mais um deles) e a grande frase feita do momento é “os políticos são todos bandidos”. Todos querem que seus filhos sejam médicos, advogados ou militares, mas se de repente na rebeldia adolescente ele começa a militar no grêmio de seu colégio os pais logo torcem a cara e exclamam a plenos pulmões: não quero filho comunista e maconheiro (nunca entendi muito bem essa associação automática que as pessoas fazem entre ser de esquerda e fumar maconha).

 

Por sorte sou de uma família atípica, todos são políticos, envolvidos direta ou indiretamente com política, portanto não tive problemas em me dedicar à militância político-partidária. Lembro-me da campanha de 1989 (tinha apenas 8 anos) quando andava de cima para baixo com a bandeira do Lula. Aos 13 anos fui ao meu primeiro congresso estudantil. Tirei o título de eleitor assim que fiz 16 e aos 17 me filiei ao Partido Socialista Brasileiro por livre e espontânea vontade e em total liberdade de consciência.

 

Dentro de casa sempre tive o exemplo de que a política existe para mudar a vidas das pessoas. A boa política, que aplica Políticas Públicas sérias, modifica pra melhor. A má política, das trocas de favores e beneficiamentos, modifica para pior. Fiz a clara opção de trabalhar para mudar a realidade social de nosso país, alinhando-me assim à boa política. Lembro-me das discussões socialistas entre eu e Biel. Eu sempre mais ponderado e ele radical, revolucionário, a ponto de incorporar o “Hasta la victória siempre” à sua assinatura. E foi nesse clima que crescemos, debatendo política. Nas reuniões de família tanto dos Luna quanto dos Andrade o prato do dia é política, na certa.

 

Já estou há tanto tempo nisso que não me assusta mais a reação das pessoas à minha resposta sobre com o que eu trabalho. Política? Como assim? Você parece ser uma pessoa tão séria. E é aí que começa o trabalho de “evangelização” para quebrar esse estigma que as pessoas (induzidas pela grande mídia e por exemplos de alguns “colegas”) põem sobre a política e seus executivos. Eu poderia ser bancário? Sim, poderia. Poderia ser militar? Sim, também. Mas cada um nasce com aptidão, vocação e afinidade com determinada carreira, eu nasci com política correndo em minhas veias.

 

         Não tenho pretensões eleitorais. Para mim basta estar perto. Contribuir. Colaborar. Intervir. Cobrar. E dar o meu melhor para mudar a vida dos outros. Às vezes uso da pequena influência que tenho para ajudar as pessoas (reparo de um vazamento, troca de uma lâmpada no poste etc), mas sou incapaz de pedir o favor de volta (até porque não foi um favor). Muito menos sou incapaz de deixar de fazer algo porque a área é de fulano ou beltrano.

 

E acreditem. Assim como eu há muitos outros executivos da política. Pessoas que muitas vezes abrem mão de estarem com a família, de beberem uma cerveja com os amigos e de baterem aquela pelada dos finais de semana, para se dedicarem a uma causa maior, a coletividade, a sociedade.

 

As pessoas podem não acreditar mais vivemos dignamente com nossos salários. Moramos de aluguel. Compramos carro popular em 60 vezes (no meu caso ando de transporte público). Fazemos carnê nas Casas qualquer coisa. E o pior, nossas contas no banco só vivem no cheque especial. Muitos inclusive têm outras ocupações para ajudar no orçamento.

 

Portanto, nada mais injusto do que generalizar. Sabemos que tem muitos que vêem na política uma forma de se dar. Mas esses não são políticos. Estão usando a política. Quantos não viram advogados para dar golpes nos incautos. E quantos viram policiais só para poder achacar “oficialmente”. E nem por isso a advocacia ou o a polícia deixam de ser dignas. Tudo vai da índole, da intenção. Esses que se aproveitam da política geralmente continuam com suas safadezas mesmo longe dela porque já as fazia antes de pensar em entrar na vida pública. E exemplos não faltam. Ninguém se corrompe do dia para a noite. Basta que se faça um breve exame na vida pregressa para saber quem é quem e para que banda ele tenderá.

 

O que precisa ser entendido é que não vivemos num estado despótico, logo do presidente da república ao vereador de Borá – SP (o município com o menor número de habitantes/eleitores no Brasil) todos são eleitos pelo voto direto do povo.  Mesmo que tenhamos críticas a forma como nossos “representantes” são eleitos a poliarquia brasileira se mostra menos ruim do que os 21 anos de autoritarismo. O maior dos problemas é que as pessoas na sua maioria não se preocupam em conhecer em quem estão votando, menos ainda se importam em cobrar as promessas de campanha. Participação política não é só votar a cada dois anos. É mais que isso. Mas é também lembrar em quem se votou.

 

Assim sendo, chega de jogar a culpa na pobre política ou nos políticos (alguns nem tão pobres assim). Chame para si a responsabilidade de fazer diferente. Nosso Congresso é apenas um retrato em cores vivas das entranhas da sociedade. Que não são tão bonitas nem ao menos cheirosas. Se um parlamentar te oferecesse uma passagem de ida e volta ao Nordeste ou à Miami o que você diria? Já se perguntou quantas vezes já fez uso do nosso tão famoso jeitinho? 

 

Não podemos cair na esparrela de crer que a política e os políticos são dispensáveis e inúteis. Se não for pela política será como? Terceiro setor? Só tem esse nome por estética porque nada é tão atrelado e dependente das benesses políticas do estado quanto ele. E o mercado? Muito menos. Em tempos de crise econômica global o que seria dele sem a política?

 

Para finalizar, afirmo e reafirmo. Sou político sim. Por vocação, aptidão e paixão. Não tenho vergonha dos que fazem mau uso da política pelo simples fato de não me julgar como eles, nem os julgo políticos. Na verdade a eles devoto minha revolta e meu desapreço, pena que infelizmente não possa simplesmente devota-los meu desprezo.  

 

Em tempo, vale deixar um pequeno texto para reflexão geral.

“O pior analfabeto é o analfabeto político. Ele não ouve, não fala, nem participa dos acontecimentos políticos. Ele não sabe o custo de vida, o preço do feijão, do peixe, da farinha, do aluguel, do sapato e do remédio dependem das decisões políticas.

O analfabeto político é tão burro que se orgulha e estufa o peito dizendo que odeia a política. Não sabe o imbecil que, da sua ignorância política, nasce a prostituta, o menor abandonado, e o pior de todos os bandidos, que é o político vigarista, pilantra, corrupto e lacaio das empresas nacionais e multinacionais.”

(Analfabeto Político - Bertold Brecht)

 

 

Livio de Andrade Luna da Silva

Bacharel em Relações Internacionais

Militante Político

 Filiado ao PSB desde 09/02/1999

terça-feira, 28 de abril de 2009

Federais devem aderir ao Enem até 8 de maio


RIO – As universidades federais têm prazo até 8 de maio para informar ao Ministério da Educação (MEC) sua forma de participação no novo Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). A informação foi divulgada ontem pela secretária de educação superior do ministério, Maria Paula Dallari Bucci, durante o seminário “Acesso à universidade pública, gratuita e de qualidade”, realizado pela Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes), em Brasília, para discutir os novos moldes da prova.  

O ministério prevê a aplicação do exame em todo o País no início de outubro. Para isso, espera que todas as instituições federais de ensino superior façam sua opção, caso participem do modelo, até o prazo determinado. A intenção é construir um mapa das universidades participantes para organizar a aplicação da prova.  

Proposto pelo ministério como forma de acesso ao ensino superior, em substituição aos atuais vestibulares, o novo Enem foi discutido com membros da Andifes e sua forma de utilização, reformulada.  

As universidades que decidirem usá-lo no processo de seleção terão quatro possibilidades: o Enem como fase única, como primeira fase, como fase única para as vagas remanescentes do vestibular, ou combinado ao atual vestibular da instituição. Neste último caso, a instituição de ensino definirá o percentual da nota do Enem a ser utilizado para a construção de uma média junto com a nota da prova do vestibular.  

Cada uma das 55 universidades federais poderá escolher de que maneira utilizará o novo Enem em seu processo seletivo. As instituições poderão mudar a forma de utilização do exame de um ano para o outro ou optar por mais de um modo de participação, de acordo com o curso pretendido pelo candidato. Por exemplo, a mesma universidade poderá usar o Enem como única possibilidade de ingresso à maioria dos cursos e como primeira fase para cursos que exijam provas de aptidão.  

O seminário “Acesso à universidade pública, gratuita e de qualidade” reúne até hoje, no Hotel Nacional, em Brasília, dirigentes universitários, pró-reitores de graduação e membros de comissões permanentes de vestibular.  

Aluno tem poucas horas de aula


Pesquisa mostra que estudantes brasileiros ficam em média 3,86 horas por dia na escola, abaixo das 4 horas exigidas por lei  

RIO – Alunos brasileiros com idades entre 4 e 17 anos permanecem em média 3,86 horas por dia nas escolas, tempo inferior ao que é exigido pela Lei de Diretrizes e Bases, que prevê jornada mínima de 4 horas diárias. O déficit é ainda menor em determinadas faixas etárias – crianças de até 6 anos ficam 1,71 hora e adolescentes de 15 a 17 anos têm 3,21 horas diárias de aula.

Os dados foram obtidos pelo economista Marcelo Néri, da Fundação Getúlio Vargas, a partir da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE). Ele levou em consideração três índices: matrícula, presença às aulas e jornada oferecida pelas instituições para chegar ao Tempo de Permanência na Escola (TPE).  

Num ranking nacional, Brasília (4,38 horas/dia), São Paulo (4,25) e Rio de Janeiro (4,14) encabeçam a lista. No extremo oposto estão Acre e Rondônia (ambos com 3,35 horas diárias) e Amazonas (3,41).  

“É preciso aumentar a jornada nas escolas e isso está nas mãos do gestor da política educacional. A questão de cobertura não é simplesmente estar na escola, mas por quanto tempo estar”, afirma o economista.  

O estudo mostra que o fato de receber o Bolsa-Família não causa impacto no período em que o aluno com idade entre 7 e 14 anos permanece em sala de aula. A média da população nessa faixa etária que não recebe a transferência de renda é de 4,19 horas, ante 4,08 horas para os estudantes beneficiados pelo auxílio do governo federal. “O Bolsa-Família é um grande programa de transferência de renda, mas como política educacional não é tão eficaz”, afirma.  

O economista defende o “bolsa pré-escola”, para alunos de 0 a 6 anos. “Hoje a condicionalidade do Bolsa-Família para essa faixa etária é a vacinação, mas mais de 90% das crianças já estão sendo vacinadas. E a pré-escola muda a vida da criança.”  

Ele também defende o “bolsa-qualidade”, para alunos entre 7 e 14 anos. “A criança está na escola, mas qual o resultado? É preciso avaliar como está o aprendizado.”  

GRAVIDEZ - O estudo também mostra o efeito negativo da gravidez entre as adolescentes na vida escolar. Enquanto as meninas de 15 a 17 anos ficam em média 3,58 horas em sala de aula (índice superior ao dos rapazes da mesma idade – 3,5 horas), as que já são mães têm menos de uma hora por dia de estudo (0,87 hora).  

O ministro da Educação, Fernando Haddad, disse que também considera insuficiente o período de quatro horas diárias de aula. “Por isso sou francamente favorável ao segundo turno sob a responsabilidade da escola, não necessariamente na sala de aula. Por esse motivo estamos instalando banda larga em todas as escolas, investindo no Mais Educação”, afirmou.  

Alunos do Travessia recebem diplomas


Mais de 12 mil jovens que concluíram o ensino médio através do Travessia - programa de aceleração dos estudos destinado aos alunos da rede estadual que apresentam dois ou mais anos de distorção idade/série -, participaram, no final de semana, da cerimônia de formatura. Eles integraram as primeiras turmas do programa, que tiveram aulas iniciadas em setembro de 2007. O evento foi realizado no Pavilhão do Centro de Convenções, em Olinda.  

De acordo com o censo escolar 2006, 70% dos estudantes matriculados no ensino médio em Pernambuco apresentam distorção entre a idade e a série - um percentual que levou o Governo do Estado a tomar a iniciativa de implantar o Travessia em 2007. A inscrição no programa é feita por adesão e os participantes levam 18 meses para concluir o ensino médio. 

Em 2008, o número de adesões cresceu e cerca de 40 mil jovens estão hoje nas salas de aula tendo a oportunidade de concluir a educação básica em menos tempo e com qualidade. A gerente geral dos Programas de Correção de Fluxo Escolar, Ana Selva, disse que o programa cria uma nova oportunidade de aprendizagem para quem tinha deixado de estudar ou estava na rede sem perspectiva diante de várias reprovações. 

sexta-feira, 24 de abril de 2009

Filho de político em escola pública

Projeto do senador Cristovam Buarque (PDT-DF) obriga os políticos a matricular os filhos em escolas públicas. As filhas dele frequentaram escolas particulares, mas ele alega que na época nem era político e que teria sido “atitude quixotesca”, em prejuízo da educação das meninas. O presidente da Comissão de Constituição e Justiça do Senado, Demóstenes Torres (DEM-GO), chamou o projeto de “demagógico”. Pelo projeto, até 2014 todos os filhos de políticos em idade escolar devem ser matriculados em escola pública. Verão o que é bom pra tosse.

Mais fiscalização no Bolsa-Família

O aumento do número de beneficiados pelo Programa Bolsa-Família no País até o fim deste ano demandará maior investimento contra fraudes. O reforço da fiscalização foi garantido pelo ministro do Desenvolvimento Social, Patrus Ananias, durante visita, ontem, ao Recife. Haverá 1,3 milhão de famílias a mais até outubro, o que exigirá maior vigilância do Ministério Público sobre o uso do recurso.

A expansão do benefício ocorrerá por causa do aumento da linha de entrada de famílias. Até este mês, só o recebia quem tinha renda mensal de até R$ 120 por pessoa, totalizando 11 milhões de cadastros. A partir de maio, poderão ser cadastradas aquelas com renda per capita de até R$ 137.

Em Pernambuco, aproximadamente 941 mil famílias têm direito ao dinheiro extra hoje. O ministro não especificou o quanto esse contingente crescerá. Mas ressaltou que o acompanhamento do uso do benefício será mais sistemático.

“Combatemos fraude todos os dias e, por isso, o Banco Mundial considerou o Bolsa-Família um dos programas mais focalizados do mundo. Claro que aqui e acolá há irregularidades, mas os promotores federais e dos Estados são nossos parceiros”, afirmou Patrus Ananias.
O ministro explicou que o programa priorizará, a partir deste ano, moradores das regiões metropolitanas, por concentrarem a maior parte dos bolsões de pobreza. Segundo Patrus Ananias, o Bolsa-Família está consolidado nas pequenas e médias cidades.

Para cadastrar mais famílias e oferecer melhor acompanhamento do programa, a Prefeitura do Recife expande sua rede de Centros de Referência de Assistência Social (Cras). Ontem, o ministro inaugurou um deles, na comunidade de Roda de Fogo, Zona Oeste. Agora, funcionam oito casas do tipo no município.

O prefeito João da Costa enfatizou que os Cras servem para promover outras políticas públicas, como orientação profissional, atenção à família, capacitação de jovens e Programa de Erradicação do Trabalho Infantil.

Professores exigem piso

Professores das redes públicas participam hoje da Greve Nacional em Defesa do Piso Salarial, que acontecerá em todo Brasil. Na Assembleia Legislativa, às 10h, será lançada a frente parlamentar para implantação do piso no Estado. Docentes das escolas estaduais recebem o piso, mas o sindicato diz que não houve reajuste do valor, estipulado em março. No Recife, os professores reclamam que o benefício valerá apenas para quem está no início de carreira. Em Olinda, o assunto não foi discutido.

Eduardo inaugura obras em Araripina

No primeiro dia de sua viagem ao Sertão do Araripe, o governador Eduardo Campos esteve em Araripina , ontem, para entregar à população a Escola de Referência Josias Inojosa de Oliveira, o novo prédio da 23a Ciretran e a nova sede do Distrito Industrial da cidade que, juntos, somam investimentos no valor de quase R$ 3 milhões feitos pelo Governo do Estado.


A Escola de Referência, abriga 402 alunos que estudam em regime integral e 16 professores, que esperavam há dois anos pelo novo prédio. Cerca de R$ 1,5 milhão foram investidos, adequando a estrutura para um ensino de qualidade. O prédio conta com 16 salas de aula, biblioteca, refeitório e laboratórios de ciências, matemática, física e informática. A quadra coberta fica pronta dentro de alguns dias. Antes, o Josias Inojosa funcionava em estrutura alugada, no SESI de Araripina.


No modelo integral, o estudante do ensino médio passa o dia inteiro na escola, com aulas nos dois turnos - são 45 horas/aula semanais. Também são exploradas atividades sociais e de lazer e os estudantes fazem as três refeições na unidade. Os professores lotados nessas unidades também têm remuneração diferenciada, já que trabalham com regime de exclusividade.


A inauguração da escola foi marcada por uma grande festa organizada pelos alunos e professores para receber o Governador e o secretário de Educação Danilo Cabral. "Hoje Pernambuco conta com 103 escolas como esta espalhadas não só pela Região Metropolitana, mas também pelo interior do Estado. Quando assumimos o Governo, eram apenas 13", frisou Cabral. Atualmente, 42 mil alunos estão inscritos nestas 103 escolas. A meta é elevar este número para 100 mil, ao final de 2010


Jônatas Gomes, 16 anos, está cursando o 20 ano do ensino médio. "Estou muito feliz aqui. Essa escola passa não só o conteúdo didático, mas forma cidadãos que vão fazer, de fato, diferença na sociedade", disse o jovem, que pretende ser psicólogo.


Durante a solenidade, Eduardo e Danilo fizeram a entrega simbólica de um notebook à professora Francisca Gomes e de um kit escolar à aluna Vitória Regina. Eduardo Campos falou da importância desse equipamento para melhorar a qualidade das aulas. "A gente vê as coisas na educação tomando o rumo que desejávamos. Escola é feita de gente antes de ser feita de pedra e cal", afirmou.


Satisfeitos também estavam os professores. Segundo eles, alunos de escolas privadas estão procurando uma vaga no Josias Inojosa. "Essa valorização que o Governo tem dado à educação, termina estimulando a todos. Os alunos estão bem motivados, e passam isso para os pais, que também têm se envolvido, estão presentes nas reuniões e até ajudam na realização de eventos. Esse é o grande diferencial dessa gestão", disse o professor de Inglês, Ricardo Marques.

Distrito Industrial - Para fomentar a instalação de indústrias no interior do Estado, o Governo de Pernambuco vem investindo na revitalização e na criação dos distritos industriais das cidades. O de Araripina foi recuperado pela Agência de Desenvolvimento Econômico de Pernambuco - AD Diper, ligada à Secretaria de Desenvolvimento Econômico, que investiu R$ 1,3 milhão.


O parque ganhou nova sinalização horizontal, vertical e urbana; o sistema elétrico foi reformado; o sistema de abastecimento de água também e uma nova sede administrativa foi construída. Três ruas e avenidas internas do distrito também foram alvo do pacote de melhorias de engenharia. Com pouco mais de 39 hectares, o distrito de Araripina está localizado próximo à BR-316 e conta com dez empresas instaladas. Quase todas ligadas à exploração do gesso.


"Recuperar estes condomínios é reforçar as cadeias produtivas locais e facilitar a atração de novas indústrias para essas regiões. Isso é interiorizar o desenvolvimento, é gerar emprego e renda para aqueles que estão longe da beira-mar", explicou o Governador.


Por fim, o governador Eduardo Campos inaugurou a 23a Circunscrição Regional do Trânsito - Ciretran. Ao todo, o Estado investiu R$ 182 mil no novo posto, que vai atender aos moradores da cidade e de municípios vizinhos. Nesta sexta-feira, o governador e a sua comitiva visitam os municípios de Trindade, Ipubi e Ouricuri.

quinta-feira, 23 de abril de 2009

Novo vestibular em debate


Representantes de colégios, faculdades e alunos discutem amanhã, na UFPE, de que forma o Enem pode servir como recurso para ingresso na instituição 
 
A Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) promove amanhã encontro entre representantes de entidades públicas e privadas ligadas à educação. O objetivo é debater a adoção do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) como forma de ingresso na instituição. Entre os convidados, estão reitores das principais universidades do Estado, o secretário de Educação de Pernambuco, Danilo Cabral, diretores de colégios e representantes dos alunos. A reunião será às 14h, no Teatro do Centro de Convenções da UFPE.
 

Há cerca de um mês, o Ministério de Educação (MEC) enviou à Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes) o modelo da nova prova do Enem e a proposta de utilizá-la como forma de ingresso nas instituições públicas. A nova avaliação seria composta por 200 questões, 50 para cada uma das quatro áreas do conhecimento (linguagens, matemática, ciências naturais e sociais) e a redação. 

Como as universidades possuem autonomia para definir seu processo seletivo, o MEC propôs quatro maneiras diferentes de incluir utilizar o Enem no vestibular. A nota da prova seria usada como única avaliação, primeira fase, critério de classificação para vagas remanescentes ou combinada com o vestibular da instituição. Nos casos em que o estudante faria mais de uma prova, os pesos seriam definidos por cada universidade segundo o curso. 

O encontro de amanhã servirá para discutir como a Universidade Federal poderia utilizar a nota do Enem. “Queremos fazer esse contato com a sociedade para esclarecer a proposta, tirar dúvidas e ouvir sugestões”, afirma o reitor da UFPE e presidente da Andifes, Amaro Lins. As universidades têm até o dia 30 para comunicar ao MEC se usará a nota do Enem como avaliação e de que forma fará isto. A Universidade de Pernambuco (UPE) já definiu que, por causa do pouco tempo para se organizar, não conseguirá inserir a nota do Enem no vestibular deste ano. 

Independentemente da opção do conselho universitário da UFPE, o reitor Amaro Lins acredita que abrir espaço para a nota do Enem é uma maneira de melhorar gradualmente o ensino médio e democratizar o acesso ao ensino superior. “A proposta do MEC vem como forma de otimizar o processo seletivo. A prova do Enem reúne um conjunto de conhecimentos básicos. Os professores precisarão preparar os alunos para dominar esses assuntos e relacioná-los”, declarou Amaro Lins durante o 25º Encontro Regional de Pró-Reitores de Graduação do Nordeste, que aconteceu no começo da semana em Jaboatão dos Guararapes, no Grande Recife.  

ProUni faz taxa de alunos empregados subir para 80%


 
Alunos recém-formados por meio do Programa Universidade para Todos (ProUni) estão saindo do ensino superior empregados e dizem que tanto a renda familiar como sua vida melhoraram após iniciar o curso. Essas são conclusões de pesquisa inédita realizada com 1,2 mil recém-formados. Uma das principais bandeiras do governo Lula usadas na campanha da reeleição em 2006, o ProUni começou a formar os primeiros estudantes em janeiro deste ano.
O levantamento, feito por telefone no mês passado pelo Instituto Ibope a pedido do Ministério da Educação, apontou que 80% dos entrevistados disseram estar saindo da universidade com emprego garantido. Esse índice era de 56% antes de os estudantes entrarem no programa. Além disso, 68% afirmaram que a renda familiar aumentou desde a entrada na faculdade, sendo que a maioria, 40%, diz que a melhoria foi pequena. Outros 28% afirmam que sua renda melhorou muito. Informações da Agência Estado.
 

quarta-feira, 15 de abril de 2009

Grande Recife anuncia mudanças no processo de entrega do VEM Estudante


O Grande Recife Consórcio de Transporte iniciou, nessa segunda-feira (13), a entrega dos cartões VEM Estudante para os usuários (retardatários ou que tinham problemas no cadastro). Ao longo do dia, técnicos do Grande Recife identificaram a existência de problemas no banco de dados e no estoque de cartões repassados pelo Setrans.

Um dos principais problemas diz respeito a não impressão, por parte do Setrans, de um quantitativo de cartões - apesar da realização correta do processo de recadastramento do Passe Fácil (condição essencial para a emissão dos novos cartões) por parte dos usuários.

Preocupado em garantir aos estudantes a manutenção do direito ao benefício da meia passagem, o Grande Recife Consórcio de Transporte determinou, durante reunião de diretoria, na noite dessa segunda:

- O Grande Recife garantirá a entrega do cartão VEM em suas residências, sem nenhum tipo de ônus e sem a necessidade de efetuar nenhum novo deslocamento, aos estudantes que apesar de terem feito o recadastramento
do Passe Fácil não tenham conseguido resgatar seu cartão VEM Estudante em função dos erros existentes no cadastro repassado pelo Setrans.

- A venda de créditos do Passe Fácil, inicialmente prevista para ser encerrada amanhã (15/04), será prorrogada até o dia 30 de abril. A utilização dos créditos também foi ampliada, passado de 30 de abril para
30 de maio.

É importante ainda salientar apesar dos alertas que tem sido feitos pelo Grande Recife ainda é grande o número de pessoas que tem comparecido ao Clube Internacional sem que tenham feito o recadastramento do Passe Fácil (procedimento que foi realizado no final do ano passado e ainda pode ser feito no posto de atendimento da Rua do Hospício). Sem o cumprimento desta etapa não será possível emitir o VEM Estudante.

Há ainda aqueles que não fizeram nenhum tipo de solicitação – seja do Passe Fácil ou do VEM Estudante – e ainda assim chegam ao local solicitando o cartão. A estes, a orientação é a mesma: eles devem se dirigir ao posto de atendimento da Rua do Hospício e fazer o cadastro para posterior recebimento do Cartão VEM Estudante.

Vale ainda ressaltar que o processo de entrega dos cartões VEM Estudante continuará sendo realizado, no Clube Internacional, até a próxima quinta-feira (16), das 8h às 20h. A consulta da lista dos cartões que estão impressos, esperando o resgate pode ser acessada através do site www.granderecife.pe.gov.br ou pela Central de Atedimento ao Cliente 0800.0810158.

Verba milionária para a educação no Estado


Banco Mundial (Bird) anunciou, ontem, em Washington (EUA) o repasse de US$ 154 milhões para projetos e melhoria do sistema. Governador Eduardo Campos assina convênio amanhã, em Brasília

WASHINGTON - O Banco Mundial (Bird) decidiu ontem conceder um crédito de 154 milhões de dólares para melhorar o ensino público no Estado de Pernambuco, segundo informou o próprio organismo em um comunicado. Amanhã, o governador Eduardo Campos e o secretário de Educação Danilo Cabral estarão em Brasília, no Distrito Federal, para assinatura do acordo. O dinheiro foi disponibilizado graças a um projeto apresentado pela administração estadual no mês de novembro de 2008, quando o chefe do executivo visitou Washington, capital dos Estados Unidos.  

A verba financiará um projeto para monitorar os resultados nas escolas e verificar se o dinheiro público está sendo bem aplicado. “Este novo programa nos dará as ferramentas para realizar o trabalho de fornecer um ensino de qualidade para nossas crianças e jovens”, disse o governador de Pernambuco, Eduardo Campos, em declaração citada pelo Bird.  

“Entre seus objetivos, o projeto pretende assegurar que as crianças aprendam a ler mais cedo, pilar do enfoque baseado em resultados que o Estado busca para o setor", destacou o diretor do Bird para o Brasil, Makhtar Diop.  

Segundo informações contidas no endereço eletrônico do Bird, o investimento servirá para, entre outras coisas, introduzir reformas de gestão que conduzam a uma maior eficiência no uso de recursos públicos na área de educação, melhorar a infraestrutura das escolas estaduais, corrigir a distorção idade-série existente nas instituições de ensino pernambucanas, bem como criar mecanismos que auxiliem o monitoramento da evasão escolar e a adequação do número de alunos em cada sala de aula.  

O texto cita, ainda, outras melhorias como introdução de laboratórios de computação e treinamento para os professores e reformas nas bibliotecas. Os detalhes sobre os prazos do financiamento serão repassados durante o encontro na capital federal.  

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