Página inicial

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

Prominp divulga lista de selecionados para cursos

Um curso de formação técnica, alguns casos com direito a bolsa para estudo, e oferta de emprego muito provável. Essas condições estão abertas para 7.510 aprovados pelo Programa de Mobilização da Indústria Nacional de Petróleo e Gás (Prominp) em Pernambuco. Os resultados foram divulgados ontem e estão no site do programa (www.prominp.com.br) ou na organizadora do concurso (www.cesgranrio.org.br).

“Foi um resultado muito bom. Tivemos 21.877 inscritos para 7.510 vagas, divididas em 21 categorias”, afirmou o secretário-executivo do Prominp em Pernambuco, Antônio Sotero. As vagas foram abertas tanto para o nível básico, com 7.104 vagas, quanto médio, com 406 oportunidades. O cargo mais disputado foi o de instrumentista montador, com apenas 16 vagas. Já a maior oferta é para o curso de caldeireiro, com 1.152 vagas.

Os candidatos também podem verificar sua colocação, individualmente, no Portal de Qualificação do Prominp, utilizando seus números de usuário e senha.

A oferta dos cursos foi precedida de um longo trabalho de levantamento das demandas de profissionais. As empresas que estão se instalando em Pernambuco na cadeia do petróleo e gás, como a Refinaria Abreu e Lima e a Petroquímica Suape, apresentaram ao Prominp a quantidade de profissionais que precisarão na construção e o período em que eles serão necessários. “Isso é um casamento perfeito entre mão de obra treinada e oferta de emprego. O Prominp tem o cuidado de não colocar pessoas qualificadas na rua sem demanda caracterizada. A prioridade das empreiteiras e consórcios que irão construir os empreendimentos é utilizar a mão de obra que passou pelo Prominp”, explica Sotero. Não existe garantia de emprego passando no Prominp, mas é meio caminho andado. Isso porque, além de ter uma capacitação específica para uma função que será demandada no tempo exato pelo mercado, o nome do aluno é listado no próprio site do Prominp, podendo ser acessado pelas empresas para agilizar contratações.

Em Pernambuco, os cursos serão oferecidos pelo Senai e Cefet. São considerados aprovados os candidatos que obtiveram classificação dentro do total de vagas disponíveis na categoria/localidade requeridas na inscrição. Os candidatos que obtiveram a pontuação mínima, mas não garantiram a vaga, serão considerados classificados, e ficarão em uma lista de reserva aguardando alguma desistência ou eliminação de candidatos aprovados. As aulas serão iniciadas em março e os alunos serão convocados brevemente, por telefone ou carta, para fazer a inscrição.

segunda-feira, 12 de janeiro de 2009

Todos em guerra contra Gaia

* Leonardo Boff

Todos em guerra contra Gaia O cataclismo econômico-financeiro, fruto de avidez e de mentiras, esconde um via-sacra de sofrimento para milhões de pessoas que perderam suas economias, suas casas e seus postos de trabalho. Quem fala deles? Os verdadeiros culpados se reúnem mais para salvaguardar ou corrigir o sistema que lhes garante hegemonia sobre os demais atores do que para encontrar caminhos com características de racionalidade, cooperação e compaixão para com as vitimas e para com toda a humanidade. Esta crise traz à luz outras crises que, quais espadas de Dâmocles, estão pesando sobre a cabeça de todos: a climática, a energética, a alimentária e outras. Todas elas remetem para a crise do paradigma dominante. A situação de caos generalizado suscita questões metafísicas sobre o sentido do ser humano no conjunto dos seres em evolução. Neste momento silenciam os pós-modernos com o seu every thing goes. Queiram eles ou não, há coisas que têm que valer, há sentidos que devem ser preservados, caso contrario nos enchafurdamos no mais reles cinismo, expressão de profundo desprezo pela vida. Já há tempos que pensadores como Teilhard de Chardin ou René Girard notaram certo excesso de maldade no caminho da evolução consciente. Cito um pensamento de Girard, estudioso da violência, quando esteve entre nós em 1990 dialogando com teólogos da libertação:”Tudo parece provar que as forças geradoras da violência neste mundo, por razões misteriosas que eu tento compreender, num certo nível são mais poderosas que a harmonia e a unidade. Este é o aspecto sempre presente do pecado original, enquanto, para alem de qualquer concepção mítica, representa um nome para a violência na história”. Não há por que rejeitar este sombrio veredito. Somente o pensamento da esperança contra toda a esperança, da compaixão e da utopia nos oferece com um pouco de luz. Mesmo assim, há que conviver com a sombra de que somos seres com imensa capacidade de auto-destruição, até o último homem. Há anos uma pesquisa alemã sobre as guerras na história da humanidade, citada por Michel Serres em seu último livro Guerre mondiale (2008), chegava aos seguintes dados: de três mil anos antes de nossa era até o presente momento, três bilhões e oitocentos milhões de seres humanos teriam sido chacinados, muitos deles em guerras de total extermínio. Só no século XX foram mortas duzentas milhões de pessoas. Como não se questionar, honestamente, sobre a natureza deste ser complexo, contraditório, anjo bom e satã da Terra que é o ser humano? Hoje vivemos uma situação absolutamente inédita. É a guerra coletiva contra Gaia. Até a introdução da guerra total por Hitler (totaler Krieg), as guerras possuíam seu ritual: eram entre exércitos. Depois passaram a ser entre nações e entre povos: era a guerra de todos contra todos. Hoje ela se radicalizou: é a guerra de todos contra o mundo, contra o planeta Gaia (bellum omnium contra Terram). Pois é isso que está implicado em nosso paradigma civilizacional que se propôs explorar e sugar, com violência tecnológica, a totalidade dos recursos do planeta Terra. Com efeito, atacamos a Terra em todas as suas frentes, nos solos, nos subsolos, nos ares, nas florestas, nas águas, nos oceanos, no espaço exterior. Qual é o canto da Terra que não seja objeto de conquista e de dominação por parte do ser humano? Há feridas e sangue por todas as partes, sangue e feridas de nossa Mãe Terra. Ela geme e se contorce nos terremotos, nos tsunamis, nos ciclones, nas enchentes devastadoras em Santa Catarina e nas secas terrificantes do Nordeste. São sinais que ela nos está enviando. Cabe interpretá-los e mudar a nossa conduta. Esta guerra não será ganha por nós. Gaia é paciente e com capacidade imensa de agüente. Como fez com tantas outras espécies no passado, oxalá não decida livrar-se da nossa, nas próximas gerações. Não nos basta o sonho do filósofo Kant da paz perpétua entre todos os povos. Precisamos com urgência fazer um pacto de paz perene de todos com a Terra. Já a atormentamos demasiadamente. Importa pensar-lhe as feridas e cuidar de sua saúde. Só então Terra e Humanidade teremos um destino minimamente garantido.

segunda-feira, 5 de janeiro de 2009

Contemporaneizando a Crise Mundial na Perspectiva de um Projeto Socialista


Somos testemunhas de um dos maiores fatos históricos que marca profundamente a realidade pós-moderna. A geração marcada por uma influencia econômica baseada em uma simbologia do consumo, onde a reprodução de valores supera a produção de novos paradigmas, onde o romantismo das transformações e dos processos de ruptura, tendo em vista a construção de um novo modelo de organização social se cristalizou de tal forma que, pensar em superação é o mesmo que sair de uma realidade cristalizada e imbatível.

O jogo econômico tomou conta de nossas vontades, entender e superar o sistema em uma ótica progressista foi substituído pela necessidade de penetrar e fazer parte da realidade marcada pela Coca Cola e pelos Shoppings Centers. As críticas se transformaram em ladainhas, em discursos anacrônicos a uma realidade caracterizada pela derrocada do socialismo e a consolidação de uma realidade do ter.

E nesse contexto a economia foi de tornando a grande engrenagem de sustentação de uma época, onde a desumanização seguia paralelo ao progresso. Entretanto, o que era fortaleza forte e inabalável, passou a ser visto como um frágil objeto de porcelana.

E o século XXI com absoluta certeza será marcado pela conjuntura da crise mundial do neoliberalismo. Aquela realidade que modificou radicalmente o imaginário individual e coletivo do mundo após a Revolução Industrial, que racionalizou a produção e que parecia ser algo concreto e indestrutível, hoje vem se manifestando como um problema de Estado. A dependência do crédito e da especulação financeira deixou o mercado viciado, ou melhor, mal acostumado.

Eis uma realidade que tem que ser transformada. E esse é o momento certo para que todos possam refletir não somente sobre o rumo da economia planetária, mas também nos rumos de cada um de nós. Pois bem, quando fora afirmado anteriormente sobre a dependência do mercado à grande especulação do credito fácil, é de fundamental importância que seja problematizado a participação de cada pessoa para que esse pandemônio econômico viesse se manifestar como o grande pesadelo da realidade. Atribuo tudo isso a uma só causa: O consumismo.

Será que essa forma de organização social marcada pela busca do lucro em excesso e do consumo como maior fim é a que queremos para os nossos dias? Ter o Estado como algo apenas ornamental e como sinônimo de algo inoperante. A apatia política deu espaço a grande esperança da iniciativa privada ao mesmo tempo em que a exclusão social, a destruição do meio ambiente, o sucateamento das instituições publicas, entre outras mazelas sociais passou a ser problema ligado a má administração do Estado (que por sua vez, nessa mesma ótica é algo insuficiente).

Acredito que com a ascensão do neoliberalismo em todo mundo, em detrimento de um Estado operante foi umas das causas primeiras para o surgimento de tantos problemas de ordem social e econômica. Nas vitrines do sistema todos são magníficos astros de um mundo controlado pela busca de uma vida ideal, todos estão à venda, tudo tem seu preço, todos querem ampliar o seu poder de compra, custe o que custar. Enxergar o que é mais cômodo e satisfatório, o ser inconseqüente do mundo neoliberal não costuma se preocupar com causas sócias, apenas se esforçam para atribuir um sentido pejorativo a pobreza material das pessoas.

Enfim, elencar características dessa pós-modernidade não é o objetivo principal desse texto, entretanto refletir um pouco, ou melhor, pensar por alguns minutos sobre o que acontece ao nosso redor, nos traz uma série de questionamentos. E foi dessa maneira que conseguir raciocinar sobre algumas conclusões.

Primeiramente, busquei conceituar o que realmente atribuo à engrenagem causadora dessa tão falada crise. E como expliquei anteriormente, procurei ver, não em uma perspectiva macroeconômica, e sim, parei para aproximar cada vez mais a crise a uma realidade pragmática, cotidiana. Assim concluir que o consumismo individual é realmente um grande agente causador para tal problemática. É muito fácil ver nos grandes centros comerciais a alegria das pessoas quando sacam de suas carteiras os cartões de crédito e realizam uma compra, pagam impostos e juros na maior alegria. Geram lucros para empresas, que por sua vez, não cansam de investir bilhões em propagandas para que esse círculo do consumo imediato se cristalize nas mentes das pessoas, desde pequenas. Tudo tem um preço, ao mesmo tempo em que todos têm seu preço.

Pois bem, mesmo com essa consciência acredito que esse atual cenário internamente tem em suas contradições uma potencialidade infinita de mudança. Eis um momento oportuno para que possamos construir um mundo socialista. Um projeto de sociedade sem os predicados do consumo, do egoísmo e da injustiça, e sim com uma visão coletiva, justa, igualitária e principalmente humana e solidária. Onde as liberdades sejam respeitadas e aceitadas sem nenhum modismo publicitário e que os homens se enxerguem a vida pelo seu verdadeiro sentido, a felicidade.

E dessa maneira que concluo minhas observações por meio de uma defesa ao verdadeiro projeto socialista. Acreditando no potencial que a juventude tem em romper barreiras, desconstruir paradigmas e antes de qualquer coisa, provando que não são coadjuvantes de suas respectivas época e sim, sujeitos de infinita potencialidade para que um outro mundo seja possível.

domingo, 28 de dezembro de 2008

COLETIVO ACORDA - Avaliação - 2008

Podemos avaliar que o ano de 2008 foi um momento bastante propício para a consolidação do Coletivo ACORDA.

Em todos os processos políticos que participamos saímos fortalecidos e com a certeza que a luta deve continuar. A integração e a humildade sempre foram os principais valores pregados por todos, e através dessa diretriz que conseguimos ampliar nossas intervenções e chegar mais próximo de nossa principal meta: transformar a sociedade.

Proporcionar à juventude um debate consciente e crítico sobre a nossa sociedade é a nossa principal missão. E a partir de tal conjuntura, o coletivo ACORDA fortificou importantes parcerias com outros coletivos jovens, fazendo com que os nossos sonhos se tornem cada vez mais realidade. Enfim, os próximos anos serão de infinita importância para a consolidação dessa grande jornada. Só depende de todos nós, afinal de contas a organização é coletiva e a militância é forte.

ATUAÇÕES DO ANO DE 2008

PARTICIPAÇÃO DA 1ª CONFERENCIA ESTADUAL DE JUVENTUDE OCORRIDA NO CENTRO DE CONVENÇÕES DE PERNAMBUCO. TENDO A PARTICIPAÇÃO DE MILITANTES NA COORDENAÇÃO DE GRUPOS DE DISCURSÕES COM JOVENS DE TODOS O ESTADO.

ELEIÇÕES DO DCE “QUEM VEM COM TUDO NÃO CANSA” EIS O NOME DA CHAPA QUE REPRESENTOU OS MILITANTES DO COLETIVO NA FUNESO. INFELIZMENTE A VITÓRIA NÃO SE CONCRETIZOU POR POUCO MAIS DE UMA DEZENA DE VOTOS, NO ENTANTO A PARTICIPAÇÃO EM TALPROCESSO CONCRETIZOU AINDA MAIS O ACORDA COMO FORÇA POLÍTICA DENTRO DA INSTITUIÇÃO.

ELEIÇÕES DO D.A DE HISTÓRIA. COMPONENTES DO COLETIVO ATUALMENTE FAZEM PARTE DA GESTÃO DO DIRETÓRIO ACADÊMICO DO CURSO DE HISTÓRIA DA FUNESO. CONSTRUINDO A ENTIDADE COM MUITA FORÇA E ATITUDE.

NÚCLEO ACORDA NA JOAQUIM NABUCO. A FUNDAÇÃO DE UM NÚCLEO DO COLETIVO ACORDA NA FACULDADE JOAQUIM NABUCO EM PAULISTA JÁ ESTÁ DANDO O QUE FALAR. CONSTRUIR UM VIRTUOSO DEBATE POLÍTICO DENTRO DA INSTITUIÇÃO É A NOSSA META.

ACORDA NA ORGANIZAÇÃO DO EPEH – 2008, O ENCONTRO PERNAMBUCANO DE ESTUDANTES DE HISTÓRIA É UM EVENTO ACADÊMICO QUE A CADA DIA QUE PASSA SE FORTALECE CADA VEZ MAIS DENTRO DA AGENDA UNIVERSITÁRIA DO ESTADO DE PERNAMBUCO. O 4º EPEH OCORREU NA FUNESO COM A TEMÁTICA BRASIL-AFRICA.

PARTICIPAÇÃO DO COLETIVO ACORDA NO 1º CURSO DE CIDADANIA ATIVA PROMOVIDO PELA UNIJUVI – UNIVERSIDADE DA JUVENTUDE EM PARCERIA COM A SEJE – SECRETARIA ESPECIAL DE JUVENTUDE E EMPREGO. UM ESPAÇO DE INTEGRAÇÃO ENTRE JOVENS DE VÁRIOS MUNICÍPIOS PERNAMBUCANOS, MARCADOS POR FECUNDOS DEBATES, OFICINAS E TROCA DE EXPERIÊNCIAS DURANTE OS 4 DIAS DO EVENTO.

PARCERIA COLETIVO ACORDA & P.A.R.D.O (POSSE ALTERNATIVA DE RIO DOCE-OLINDA. É NESSA ESFERA QUE PRETENDEMOS CONTRIBUIR COM A ORGANIZAÇÃO DOS MOVIMENTOS SOCIAIS EM OLINDA. ESSA PARCERIA TEM MUITO O QUE RENDER, POIS A TROCA DE EXPERIÊNCIAS ENTRE OS MEMBROS DE AMBOS OS GRUPOS ESTÁ SENDO BASTANTE PROVEITOSA PARA O FORTALECIMENTO DO DEBATE SOBRE AS POLÍTICAS PUBLICAS DA JUVENTUDE NO MUNICÍPIO DE OLINDA.

COLETIVO ACORDA NO CONEB DA UNE (UNIÃO NACIONAL DOS ESTUDANTES) COM GRANDE SATISFAÇÃO E TRABALHO, CONSEGUIMOS ELEGER 11 DELEGADOS PARA REPRESENTAR ALGUNS CURSOS UNIVERSITÁRIOS NO CONSELHO DE ENTIDADES DE BASE QUE ACONTECERÁ EM SALVADOR – BAHIA DURANTE O MÊS DE JANEIRO DO ANO DE 2009.

CONSTRUÇÃO DO NÚCLEO DE ESTUDANTES NA FOCCA EM OLINDA. DESCENTRALIZAR AS INTERVENÇÕES DENTRO DO MOVIMENTO ESTUDANTIL UNIVERSITÁRIO FOI UMA TAREFA DE INFINITA GRANDEZA PARA A AMPLIAÇÃO DO COLETIVO. E NESSA CONJUNTURA MAIS UMA FACULDADE RECEBE A MILITANCIA DO COLETIVO ACORDA DE BRAÇOES ABERTOS PARA A CONTINUIDADE DA LUTA.

A PRIMEIRA REUNIÃO DO NÚCLEO OURO PRETO/TABAJARA FOI MUITO PROVEITOSA, O PROJETO DE AMPLIAÇÃO DAS BASES FOI TRAÇADO E ESTÁ SENDO CUMPRIDO COM MUITA METODOLOGIA E DISCIPLINA POR TODOS, E ATRAVÉS DE TAL DIRETRIZ QUE FUNDAMOS ESSE NOVO NÚCLEO EM OLINDA.

NÚCLEO DE JARDIM ATLANTICO/ RIO DOCE PROMOVE O LUAU DAS JUVENTUDES PROJETO QUE JÁ ESTÁ DANDO O QUE FALAR. UMA VEZ QUE, EM MENOS DE 60 DIAS JÁ FORAM ORGANIZADOS TRÊS ENCONTROS COMO. ENVOLVEDO OS PARTICIPANTES EM UM ESPAÇO LÚDICO DE INTEGRAÇÃO E DIÁLOGO. E ASSIM VAMOS OCUPAR A PRAIA DE OLINDA E TRANSFORMA-LA NOVAMENTE EM UM PONTO DA JUVENTUDE.

COLETIVO ACORDA NO INTERIOR DO ESTADO DE PERNAMBUCO. DURANTE O MÊS DE DEZEMBRO, OCORREU EM SERTANIA – PE, O ENCONTRO DA ONG COLETIVIDADE, ONDE O COMPANHEIRO WELLINGTON LIMA NOS REPRESENTOU EM TAL EVENTO, INTERVINDO E LEVANTANDO AS NOSSAS BANDEIRAS DE LUTA.

OS ESPORTES TAMBÉM TÊM ESPAÇO NA AGENDA DO COLETIVO ACORDA. E FOI VALORIZANDO E INCENTIVANDO A PRÁTICA ESPORTIVA QUE O MILITANTE DIEGO SILVESTRE (BUYUH) APÓS MUITO ESFORÇO VOLTOU A PRÁTICAR JUDÔ E CONSEGUIU O TÍTULO DE VICE-CAMPEÃO DA 1º COPA NACIONAL DE IGARASSU. FOI A PARTIR DAÍ QUE BUYUH JÁ TEM COMO PROJETO PARA ANO QUE VEM A ORGANIZAÇÃO DE EVENTOS ESPORTIVOS EM OLINDA.

segunda-feira, 22 de dezembro de 2008

Governo do Estado vai construir sete Escolas Técnicas no interior e RMR em 2009


A secretaria de Educação (SE) vai investir R$ 29 milhões na implantação de sete Escolas Técnicas no Estado. A unidade de Jaboatão dos Guararapes será reformada e outras seis escolas serão construídas nos municípios de Limoeiro, Carpina, Surubim, Timbaúba, Goiana e Sertânia, atendendo uma média de sete mil estudantes. O edital de licitação com todos os critérios para o certame será publicado no Diário Oficial do Estado (DOE) desta terça-feira (23). A ação foi um compromisso do atual Governo em implantar 12 escolas Técnicas até 2010 e vai beneficiar mais de 10 mil jovens pernambucanos.
 
As áreas de formação serão definidas pela secretaria de Ciência, Tecnologia e Meio Ambiente (Sectma), respeitando a vocação econômica de cada região. As seis novas unidades terão 5.200 metros quadrados de área construída e seguirão um padrão que conta com 12 salas, 6 laboratórios (informática, línguas, química, física, biologia e matemática), 2 laboratórios especiais (definidos de acordo vocação produtiva da região), auditório, biblioteca, quadra poliesportiva (com vestiário), anfiteatro, refeitório, cantina e área de convivência. A escola de Jaboatão funcionará na antiga Escola de Aprendizagem de Jaboatão, fundada em 1944. 
 
Com a publicação do edital de licitação, as empresas vão concorrer a quatro lotes: o primeiro compreende as escolas de Carpina, Limoeiro e Surubim, no valor total de R$ 13,1 milhões. As escolas de Goiana e Timbaúba pertencem ao lote 2, com valor de R$ 8,7 milhões. Os lotes 3 e 4 são paras a unidades de Sertânia e Jaboatão, com recursos da ordem de R$ 4,3 milhões e R$ 2,7 milhões, respectivamente.

O prazo para construção é de 10 meses, com investimento médio de R$ 3.9 milhões por escola e de R$ 405 mil por quadra. A execução da reforma de Jaboatão será de seis meses de duração e a construção das demais unidades será de dez meses a contar da liberação da ordem de serviço.

Detran-PE faz nova convocação dos selecionados no Programa CNH Popular


Desta segunda-feira (22/12) até o próximo dia 09 de janeiro de 2009, o Detran-PE realiza a 7ª convocação do Programa CNH Popular, que beneficia a população de baixa renda com a conquista gratuitamente da primeira Habilitação ou mudança de categoria "C" e "D". São 5412 candidatos que devem se dirigir a sede do órgão, no bairro da Iputinga ou nas Ciretrans especiais do interior e comprovar as informações que foram registradas no ato da inscrição do programa, no mês de julho. A lista com os nomes dos convocados já está disponível no site do Detran. 
 
A convocação atende a todos os segmentos beneficiados pelo programa – integrantes do Bolsa Família, alunos da rede pública, desempregados a mais de dois anos e egressos do sistema penitenciário.  É importante lembrar aos estudantes que a apresentação do certificado carimbado pela escola é fundamental. Também, os inseridos no perfil do Bolsa Família devem oficializar renda mínima estabelecida pelo próprio Programa do Governo Federal.
 
CNH Popular – Inicialmente foram seis mil vagas disponíveis, metade para a população da Região Metropolitana e a outra metade para o interior. Mas o governador Eduardo Campos, no ato de entrega das primeiras CNHs, no mês de setembro, aumentou para mais de dez mil vagas. Dessa forma, o Governo zerou neste ano de 2008 a demanda do programa, que teve mais de 145 mil inscritos, para a mudança de categorias.

quinta-feira, 18 de dezembro de 2008

Eduardo lança Programa para alfabetizar 400 mil jovens e adultos



Com uma meta ousada de alfabetizar, até 2010, 400 mil jovens e adultos na faixa etária de 15 a 29 anos, o governador Eduardo Campos lança nesta quinta-feira (18/12), às 9h, no Clube Internacional do Recife, o Programa Paulo Freire – Pernambuco Escolarizado. A iniciativa, que está em consonância com o Programa Brasil Alfabetizado, do MEC, pretende desenvolver no alfabetizando as competências de leitura, escrita e matemática.

Participam da solenidade o secretário de Educação, Danilo Cabral, e a viúva do educador Paulo Freire, Ana Maria Freire. Em Pernambuco, dos 185 municípios, 162 apresentam mais de 25% de sua população com mais de 15 anos em situação de analfabetismo. Hoje, são cerca de 930 mil analfabetos em todo o Estado.

Com duração de 10 meses, sendo oito meses de escolarização e dois de iniciação profissional, o programa tem como meta garantir o ensino fundamental para os que não tiveram acesso na idade própria. As articulações, junto aos municípios, já começaram e a expectativa é que em 2009, mais de 70 mil não alfabetizados participem do Programa. Os jovens receberão aulas de iniciação profissional de acordo com as características econômicas e sociais das regiões em que vivem.

De acordo com a vocação regional, os alfabetizandos serão capacitados em Gestão e Organizações Sociais; Agroecologia; Segurança Alimentar e Nutricional; Agricultura Familiar; Piscicultura; Caprinocultura; Ovinocultura; Apicultura, entre outras.

Outras Ações - Em paralelo a solenidade do Programa Paulo Freire, o Governo do Estado estará também realizando outras ações, como a entrega do certificado do Programa Brasil Alfabetizado; a entrega do I Prêmio Estadual Educação Cidadã; e a premiação da Olimpíada de Jogos e Educação, além da entrega de 25 ônibus para transporte de estudantes nas zonas rurais do estado.

Professores vão poder escolher seus notebooks a partir do dia 22



Aluísio Moreira/SEI

Os professores da rede estadual vão poder escolher os seus notebooks e acessórios a partir da segunda-feira (22). A aquisição será pela internet, através do Portal do Servidor, no link do Programa Professor Conectado. O cadastramento dos fornecedores está sendo feito na Agência Estadual de Tecnologia da Informação (ATI) e a Portaria (nº076/2008) que regulamenta o credenciamento das empresas e define os parâmetros de configuração dos notebooks e dos acessórios que serão disponibilizados para os professores está publicada no Diário Oficial desta quarta-feira (17).

Pelo Programa, todos os 26 mil docentes da rede estadual receberão um bônus de R$ 2.300,00 no contracheque de dezembro e, através do Portal do Servidor, vão fazer a escolha da solução tecnológica que mais atenda a sua necessidade.

O regulamento para os fornecedores estabelece que as máquinas portáteis devem ter, no mínimo, 2 Gb de RAM, 80 Gb de HD, teclado no padrão ABNT, placa de rede, leitor/gravador de DVD e índice de performance Sysmark Overall de 170 para garantir a execução adequada dos softwares que deverão também ser instalados obrigatoriamente. São eles: Licença do Sistema Operacional Windows XP ou Vista PPP; licença dos softwares Educandus; Enciclopédia Digital Multimídia UNO; e Dicionário Houaiss Eletrônico.

Para se credenciar, os fornecedores devem se dirigir a ATI e assinar o Termo de Adesão ao Regulamento e anexar a documentação exigida no texto da Portaria. Cada empresa poderá ofertar até duas soluções de produtos.

As máquinas serão entregues pelas empresas no endereço indicado pelo professor no preenchimento do cadastro virtual. O secretário de Educação Danilo Cabral informa que apesar da aquisição ser feita pela internet, “o Governo está disponibilizando alguns pontos para que as empresas interessadas possam expor os produtos ofertados, como a sede da ATI e a estrutura das 17 Gerências Regionais de Educação para que os servidores possam tirar dúvidas e ver os equipamentos”.

O secretario faz ainda um alerta aos professores: “Para adquirir o notebook e os acessórios ofertados, todos os profissionais vão precisar da senha do PE Consig, emitida pela FUNAPE/Secretaria de Administração”. A secretaria de Educação em parceria com a FUNAPE está montando um ponto de apoio em cada uma das Gerências Regionais para atender a demanda e cadastrar a senha dos professores que ainda não possuem.


PCR ENTREGA CERTIFICADOS A PARTICIPANTES DO PROGRAMA AGENTE JOVEM

Nesta sexta-feira (19), a Secretaria de Assistência Social do Recife, por intermédio da Gerência de Protagonismo Juvenil, realiza o encerramento das atividades no Recife do Programa Agente Jovem. O encontro será no Centro Poliesportivo Santos Dummont, em Setúbal, e, na ocasião, estarão presentes os 1.500 jovens atendidos atualmente, além de orientadores sociais e organizadores. O Programa é uma parceria entre o Ministério do Desenvolvimento Social e a Prefeitura do Recife, sendo implantado na cidade em 2001.

A abertura está prevista para às 9h30, com apresentações artísticas de núcleos de agentes jovens. A partir das 10h30, os jovens poderão interagir através de oficinas de grafitagem, dança e rodas de capoeira. Também serão organizadas partidas de vôlei, basquete e futebol de campo e a realização de esportes radicais, como tirolesa, escalada e rapel. Para o encerramento da cerimônia haverá a apresentação da Banda Pura Paixão, entre 13h e 16h.

O Programa é voltado para os jovens moradores de áreas de vulnerabilidade social, com idade mínima de 15 e máxima de 17 anos e que estejam matriculados em alguma instituição de ensino. Durante o período em que estavam vinculados ao Programa, que poderia variar entre um ano ou a idade limite prevista, os jovens recebiam uma bolsa-auxílio de R$75,00 e participavam de uma jornada ampliada de quatro horas diárias, entre segunda e sexta-feira.

Entre as atividades realizadas destacam-se ações sócio-educativas, como palestras sobre sexualidade, combate à violência e meio-ambiente. Através de iniciativas como o projeto “Que história é essa?”, os jovens são estimulados a discutir as suas origens a realidade social onde vivem.

NOTA DO PSB SOBRE A CRISE ECONÔMICA MUNDIAL


DIRETÓRIO NACIONAL DO PARTIDO SOCIALISTA BRASILEIRO
NOTA SOBRE A CRISE ECONÔMICA MUNDIAL



Reunido no Recife, capital do estado de Pernambuco, em 11 de dezembro de 2008, o Diretório Nacional do Partido Socialista (PSB) torna pública, pela presente nota, sua posição sobre a crise econômica mundial e seus desdobramentos no País:

1. O Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro crescerá acima de 5% (cinco por cento) em 2008, em prosseguimento à série de avanços registrados nos últimos anos. Ainda assim, 2009 se apresenta com uma interrogação: o Brasil terá como manter taxas positivas frente à crise presente do capitalismo? Trata-se de um enorme desafio, que deve ser enfrentado não apenas pelas vias convencionais das formulações econômicas. Ele demanda o aprofundamento do debate político, em torno da superação dos obstáculos, que vá além de arranjos que apenas tentem remediar o novo impasse do capitalismo.

2. Crises cíclicas são inerentes ao capitalismo, de modo especial em economias desregulamentadas. Na crise atual, fruto do modo de acumulação capitalista, as saídas que estão sendo trabalhadas buscam apoio na ação dos governos e nos benefícios e empréstimos dos bancos públicos, contrariando o fundamentalismo neo-liberal. O Brasil precisa refletir profundamente sobre essa lição. Neste País, por décadas, se assistiu ao desmonte planejado do Estado e à imposição de um "pensamento único" que depositava, nas mãos do mercado, a solução para os problemas nacionais. O resultado foi concentração de renda, fragilidade financeira e incapacidade de o Estado atuar soberanamente em contextos de riscos.

3. Deixar evidente, como toda clareza, a falência do modelo neo-liberal é a primeira oportunidade política que a crise oferece às forças populares e progressistas. A segunda oportunidade é avançar em soluções que tenham por objetivo não salvar apenas banqueiros e grandes empresários que apostaram no entesouramento e na especulação. Mas sim investir naquelas que se orientem pelas necessidades concretas da imensa maioria de trabalhadores do campo e das cidades, assalariados, profissionais liberais, pequenos e médios empresários brasileiros, maiores vítimas de um processo de retração econômica.

4. Dessa forma, defende o Diretório Nacional do PSB:

a) o fortalecimento do mercado interno, mediante políticas que garantam a oferta de crédito para as famílias e as empresas e o poder de compra dos salários;
b) a manutenção e ampliação do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), notadamente no que concerne a obras de infra-estrutura e em setores estratégicos;
c) a ampliação dos programas de proteção social, especialmente os direcionados para as famílias mais pobres, os desempregados e os jovens;
d) a adoção de uma nova política de juros, que faça crescer os investimentos e responda à retração econômica imposta pela crise financeira mundial; bem como ter atenção especial aos ataques especulativos da nossa moeda;
e) a implantação de medidas tributárias capazes de estimular a geração de empregos nas zonas urbana e rural;
f) políticas mais ativas de combate aos desequilíbrios regionais.

5. Entende o Diretório Nacional do PSB que o Brasil, pela solidez de suas reservas, dimensão de seu mercado interno, diversidade e riqueza de seus recursos naturais, tem as condições necessárias para enfrentar os efeitos da crise e dela sair ainda maior nos campos econômico, social e político. Mas para tanto é essencial que, em nenhum momento, se perca, na busca de soluções, o foco dos interesses dos trabalhadores e dos excluídos. Nesse sentido, o PSB exercerá, por dever, a crítica política, com firmeza e lealdade, em nome do País soberano, justo e democrático que estamos construindo, com a força e a unidade de todos os brasileiros.


Recife – PE, 11 de dezembro de 2008



Governador Eduardo Campos
Presidente Nacional do PSB

Constituição Estadual assegura direitos básicos para a juventude


A proposta, encaminhada pelo Executivo, altera o texto da Constituição
Estadual em dois pontos


Para garantir aos jovens a proteção dos direitos econômicos, sociais e
culturais, o Poder Legislativo de Pernambuco aprovou, ontem, em primeira
discussão, a Emenda Constitucional n0 5/2008. A proposta, encaminhada pelo
Executivo, altera o texto da Constituição Estadual em dois pontos.

Inclui um artigo no Capítulo V do Título VII, que trata da ordem social, e
altera a denominação do referido capítulo. O objetivo é colocar o jovem
como beneficiário de ações públicas. Desta forma, esse segmento terá
assegurado formação profissional e cultural; acesso ao primeiro emprego e
à habitação; educação; esporte; saúde; lazer e segurança social. O título
do Capítulo V passará a ser Da Família, da Criança, do Adolescente, do
Jovem e do Idoso.

Ainda na Ordem do Dia, o Projeto de Lei n0 797/08, prevendo mudança na
composição do Plenário da Junta Comercial do Estado de Pernambuco
(Jucepe), recebeu parecer favorável, em redação final. Além das duas
matérias, outras sete propostas foram acatadas pelos parlamentares.

terça-feira, 16 de dezembro de 2008

Fiscais resgatam 284 cortadores em usinas de prefeito de Palmares (PE)

A operação foi motivada por um pedido da SRTE-PE, que já realizara 37 fiscalizações no local, inclusive com flagrantes de trabalho degradante


O grupo móvel de fiscalização do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) resgatou 284 cortadores de cana dos engenhos Barra D´Ouro e Poço, da Usina Vitória Agrocomercial Ltda, propriedade de José Bartolomeu de Almeida Melo (PDT), o Beto da Usina, prefeito eleito nas últimas eleições. A empresa fica no município de Palmares (PE), a 120 quilômetros da capital Recife.

A lista de irregularidades encontradas pelos fiscais é extensa. "A empresa já havia sido notificada anteriormente pela Superintendência Regional do Trabalho e Emprego de Pernambuco (SRTE-PE) por conta das irregularidades e já tinha recebido informações de como se adequar à legislação trabalhista por meio da Secretaria de Inspeção do Trabalho, mas mesmo assim não se adequou à legislação", explica Jacqueline Carrijo, coordenadora da ação.

A operação foi motivada por um pedido da SRTE-PE, que já realizara 37 fiscalizações no local, inclusive com flagrantes de trabalho degradante. Todos os 284 trabalhadores não tinham equipamentos de proteção individual (EPIs). Os empregadores forneciam uma luva somente, e só para alguns trabalhadores.

"Isso é um absurdo, somente uma luva (era oferecida), e não o par. O restante dos equipamentos não era oferecido", conta a coordenadora da ação. Ela relata ainda que a usina não fornecia água. Os próprios trabalhadores traziam água de casa em garrafas PET, mas a bebida costumava acabar por volta das 11h da manhã.

 "Os cortadores procuravam os companheiros que ainda tinham água, e caso não tivessem, tomavam água de brejos próximos da frente de trabalho", relata Jacqueline. Não havia instalações sanitárias nas frentes de trabalho no canavial e os empregados utilizavam o mato como banheiro.

 A jornada dos 229 resgatados do Engenho Barra D´Ouro começava às 3h da manhã, quando eles acordavam para providenciar o preparo da alimentação, e só terminava depois das 18h. O ônibus que transportava os cortadores estava em situação precária, não tinham licença para circular e era conduzido por motoristas sem carteira de habilitação. A parada para descanso era de, no máximo, 30min para o almoço, no meio do dia.

"Os cortadores traziam a comida em potes de margarina, recipientes inadequados para o armazenamento de refeições. Eles se alimentavam basicamente de macarrão, arroz e farinha. Ou seja, só carboidrato, sem os nutrientes necessários para quem exerce uma atividade tão desgastante", continua a auditora do trabalho que coordenou a fiscalização.

As refeições eram feitas no chão, sem nenhuma proteção contra o sol. Foram lavrados 129 autos de infração e seis termos de interdição contra a Usina Vitória, incluindo o parque industrial da empresa e a frente de trabalho. Os cortadores começaram o trabalho no início de outubro deste ano.

Os outros 55 empregados trabalhavam no Engenho Poço e moravam numa vila próxima ao local, mantida por Romildo Brandão, arrendatário do engenho. De acordo com o procurador do Trabalho Flávio Gondim, as casas estavam em situação precária, com riscos até de desabamento.

As condições de trabalho dos cortadores era a mesma que a dos cortadores do Engenho Barra D´Ouro, mas os empregados estavam no local há mais tempo, alguns há 15 ou 20 anos sem registro em carteira. Foram lavrados 27 autos de infração contra Romildo Brandão e dois termos de interdição do local.

Os funcionários recebiam por produção: R$ 14,70 a cada três toneladas de cana cortada. Para receber um salário mínimo por mês, eram obrigados a cortar cerca de 3,5 toneladas por dia. "Nas condições que estavam era muito difícil atingir esse peso", constata Jacqueline.

As frentes de trabalho ficavam em locais isolados e, quando a fiscalização chegou ao Engenho Barra D`Ouro, pessoas estavam passando mal. Não havia ambulância ou rádio para se comunicar no local. "Um trabalhador estava vomitando e outro muito fraco por ter cortado o pé, mas, mesmo assim, continuava cortando cana descalço".

A topografia acidentada do local chamou a atenção dos fiscais por dificultar o trabalho dos cortadores de cana. Jacqueline Carrijo conta que o terreno é muito inclinado e que até os carros da fiscalização tiveram dificuldades de se deslocar.

"Outro fator que prejudicava a saúde do trabalhador é o tipo de cana, que é embolada e plantada de forma espaçada. Os lavradores cortavam uma cana por vez e tinham que dar mais golpes de facão para conseguir cortar. Isso exigia um esforço físico muito maior. Imagina então para quem está sob sol forte, sem hidratação ou alimentação adequada?", questiona a coordenadora.

Nas operações anteriores, realizadas pela equipe de fiscalização rural da SRTE-PE, foram lavrados 103 autos de infração contra a Usina Vitória. "As autuações foram por falta de pagamentos de salário, transporte ilegal dos trabalhadores, descumprimento da jornada legal e de descanso. A empresa também não cumpria as normas de Segurança e Saúde do Trabalho. Também realizamos interdições das frentes de trabalho e do parque industrial", enumera Paulo Mendes, que coordena a equipe de fiscalização rural.

Paulo acrescenta que os representantes da empresa demonstraram indiferença com as ações dos fiscais locais, além de não assumir compromissos para a regularização da situação dos trabalhadores.

A equipe do grupo móvel promoveu a rescisão indireta dos contratos de trabalho. Os responsáveis, porém, não efetuaram o pagamento das verbas rescisórias, dos direitos trabalhistas e das indenizações.

A empresa nega a exploração de trabalho análogo à escravidão no Engenho Barra D´Ouro e assume problemas somente quanto à segurança no parque industrial. "Essa concepção de trabalho escravo é muito particular. A empresa contesta isso. Havia problemas na usina, não estamos no ponto ideal, assim como muitas usinas no Nordeste. A legislação brasileira é muito rígida quanto à segurança trabalhista. Mas estamos regularizando a situação", coloca José Hamilton Lins, advogado da Usina Vitória.

O advogado explica ainda que o Engenho Poço foi arrendado por Romildo Brandão desde a época em que o local pertencia a Usina 13 de Maio. "Os trabalhadores adquiriram o Engenho Poço, na época pertencente à Usina 13 de Maio, por meio de um processo na Justiça e alguns venderam sua parte. A Usina Vitória adquiriu algumas dessas cotas, mas não o total. E como o senhor Romildo era o dono da cana e das benfeitorias do local, ele continuou lá".

Por conta desse histórico, segundo José Hamilton, nem os trabalhadores e nem a Usina Vitória tiraram Romildo da área. De acordo com Flávio Gondim, Romildo foi definido como empregador dos trabalhadores do Engenho Poço. Judicialmente, contudo, a usina também será cobrada como uma das responsáveis pela situação encontrada. "Pelo que apuramos, Romildo não terá condições de reformar as casas dos cortadores. Então iremos cobrar da usina a responsabilidade solidária".

Ações na Justiça serão movidas contra os empregadores. "A prioridade é o pagamento das verbas rescisórias dos 284 funcionários. Entraremos também com uma medida para resolver as questões de moradia dos trabalhadores do Engenho Poço, outra para a adequação do parque industrial da usina e outras duas para a regularização das frentes de trabalho".

O parque industrial da Usina Vitória foi interditado. Nenhum médico do trabalho era responsável pela planta. Fiscais diagnosticaram problemas nas instalações elétricas, no uso de equipamentos de proteção indivual (EPIs) e também nas caldeiras. O ruído intenso na usina prejudicava a saúde auditiva dos 436 empregados, que tinham registro na carteira de trabalho.

"Após a adequação, os fiscais da SRTE-PE virão fiscalizar novamente e só assim liberar o local para funcionamento", explica Jacqueline. O grupo móvel foi composto por 11 auditores fiscais, oito policiais e um delegado da Polícia Federal (PF), e pelo procurador do Trabalho Flávio Gondim. A ação se estendeu durante o período de 11 a 25 de novembro.

Crime eleitoral

Beto da Usina, dono das usinas flagradas, foi cassado em condenação de primeira instância por abuso de poder econômico, emitida pela Justiça Eleitoral. Ele está sendo acusado de se beneficiar pelo uso indevido do Supermercado do Beto, estabelecimento de sua família, para angariar votos.

A denúncia foi apresentada pela coligação do atual prefeito Enoelino Magalhães (DEM), candidato derrotado. Segundo a sentença do juiz da 37ª zona eleitoral, Cláudio Cavalcanti, o crime eleitoral foi comprovado. A acusação alega que o supermercado distribuiu bonés e, numa festa de aniversário, enfeitou o estabelecimento com as cores da campanha.

Além disso, faixas com o nome do candidato teriam sido afixadas no estabelecimento. Se a cassação for confirmada pelo Tribunal Regional de Contas (TRE) de Pernambuco e pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Beto ficará inelegível por três anos.

Movimentos sociais e governo discutem agenda comum para FSM


Representantes dos movimentos sociais e do governo estadual reúnem-se em Belém para discutir a agenda do Fórum Social Mundial 2009. Crise econômica mundial e as mudanças climáticas no planeta devem ser dois dos temas principais do evento. Para Célia Regina Neves, do Conselho Nacional de Seringueiros, Pará vive "um momento ímpar na construção da democracia".

BELÉM - O próximo Fórum Social Mundial, em Belém, pretende ser um evento dos movimentos sociais que celebre a diversidade e discuta temas fundamentais como a crise econômica mundial e as mudanças climáticas. Para pensar alternativas a estas questões e discutir uma agenda local comum, o governo do Estado esteve reunido esta semana com representantes dos movimentos sociais. O encontro reuniu mais de 170 pessoas representando cerca de 60 entidades de todo o Estado do Pará. 

Uma das mais belas casas de Belém, a antiga casa do Governador do Estado na esquina das ruas Magalhães Barata e Três de Maio, foi palco do encontro entre o Governo do Pará e movimentos como o Sindicato dos Urbanistas, Fórum de Moradia, Movimentos de Rádios Comunitárias, Fórum Paraense de Cultura, União Nacional dos Estudantes, Central Única dos Trabalhadores e Sociedade de Defesa dos Direito Humanos. Ali estão reunidos teatro, produtos culturais regionais, comidas típicas, galeria de arte, um orquidário e o antigo vagão de trem do governador que foi transformada em uma sorveteria regional. Ali circularam os mais de 200 participantes que acompanharam desde cedo mesas e debates.

Claudio Puty, chefe da Casa Civil, destacou a importância do canal de diálogo entre governo e movimentos sociais representado pelo encontro. “Nós pensamos que é fundamental reforçar as organizações daqueles que independentemente de governo tem algo a dizer, criticar e debater. Então esse espaço se afirma como de um diálogo qualificado com os movimentos sociais organizados”, disse durante a mesa de abertura “Governo Popular no Estado do Pará: Balanço e Perspectivas”. Puty ainda ressaltou a recente crise do capitalismo, representada pela quebra do setor imobiliário nos Estados Unidos. “Eu acredito que essa crise não vai chegar ao Brasil com tanta força, mas obviamente vamos enfrentar períodos mais difíceis”, afirmou o secretário. 

Durante o debate, o governo foi elogiado pela abertura de um canal de diálogo inédito com a população. “Esse encontro é de fundamental importância para todos os movimentos sociais do Pará, mas a gente quer que essas demandas se efetivem. O Governo Ana Júlia entende a importância desse diálogo, mesmo que muitos movimentos sociais vejam aí contradições que precisam ser superadas”, avaliou Érico Albuquerque, secretário geral da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil.

“Na minha avaliação, esse não é um momento para falar bem ou mal do governo. É um momento de dialogar com o Governo, até porque é a primeira vez que a gente é chamado para a conversa. O movimento de rádios comunitárias conquistou avanços desde o início deste mandato, enquanto companheiros chegaram a perder a vida nos anteriores governos tucanos”, contou Francisco Canuto, militante do Movimento de Rádios Comunitárias.

Célia Regina Neves, liderança do Conselho Nacional de Seringueiros, considera que o Pará vive “um momento ímpar na construção da democracia”. Ela vem da Região do Salgado, costa paraense, “local que também ajudou a eleger o atual governo. Aliás, mais de 40% dos votos que elegeram Ana Júlia vieram da minha comunidade. Agora, estamos conquistando um marco legal dos povos extrativistas da floresta, temos a demarcação territorial marítima para realizar nosso trabalho”.

O diretor da Agência Carta Maior, Joaquim Palhares também esteve presente no evento e saudou o governo pelo encontro e “o interesse e a grandeza do movimento social em vir a esse espaço fazer a pressão necessária para a construção da democracia”. Palhares apontou a atuação da mídia como um dos pontos fundamentais da crise do capitalismo e ressaltou a necessidade de pautar na mídia os interesses dos movimentos sociais. “A Carta Maior está à inteira disposição para repercutir todo o debate que vocês tenham interesse”, anunciou. 

A pautas como estas, somam-se a questão da reforma agrária, da regularização fundiária e dos assentamentos estaduais. A criminalização dos movimentos sociais, que cada vez mais parece ser um problema que se repete em diversos estados brasileiros, foi ponto recorrente entre as falas do encontro. Para o Governo, é justamente o coletivo de movimentos sociais o grande responsável pela legitimidade do FSM. 

“Nós estabelecemos esta relação porque essa era uma vontade política. Isso aqui faz parte de um dos instrumentos de controle social, porque é isso que garante a sociedade controlar os serviços públicos. A participação popular é um processo que nós vamos aperfeiçoando. Todos aqui percebem que estamos fazendo um elemento de disputa na sociedade, uma disputa de modelo de desenvolvimento, de controle social. Por conta deste diálogo podemos estar orgulhosos por, no primeiro ano de mandato, sairmos do triste título de campeão de morte no campo para o campeão nacional de diminuição de morte no campo”, sublinhou a Governadora Ana Júlia Carepa.

Breve histórico do FSM
O século 21 mal tinha começado quando foi realizada a primeira edição do Fórum Social Mundial (FSM), em Porto Alegre (RS), entre os dias 25 e 30 de janeiro de 2001, com a presença de cerca de 20 mil pessoas. A idéia era apresentar um contraponto ao Fórum Econômico Mundial, realizado na cidade de Davos, Suíça, num contexto de fortalecimento dos movimentos sociais. Desde 2001, outros seis encontros internacionais foram feitos. Em 2002 e 2003, ainda na capital gaúcha. A edição de 2004 foi realizada em Mumbai, na Índia. A seguinte foi em 2005, novamente em Porto Alegre. Em 2006, Caracas, na Venezuela. Em 2007 foi a vez de Nairóbi, capital do Quênia, sediar o Fórum. 

Este ano, as organizações que integram o FSM decidiram não realizar uma edição centralizada em um local específico, mas sim promover debates e manifestações em várias regiões do mundo. Agora, em janeiro de 2009, Belém receberá o movimento altermundista no momento em que o modelo de Davos, em relação ao qual o FSM surgiu como contraponto em 2001, se esfarela em uma crise de graves proporções.

Ensino médio no divã:

Jovens abandonam a escola e os números são alarmantes: as taxas de evasão e repetência chegam a 32,6%

As escolas de ensino médio estão esvaziando. Pelo menos seis milhões de jovens com idades entre 15 e 17 anos estão fora das salas de aula do antigo 2° grau. Ou seja, de cada 10 brasileiros na faixa etária correta para essa etapa educacional apenas quatro estão matriculados na rede de ensino médio. E o pior é que nem todos sairão da escola com o diploma nas mãos. Muita gente abandonará os estudos no meio do caminho, deixando para trás a chance de entrar na universidade ou de conseguir um posto melhor no mercado de trabalho.  

Somadas, as taxas de evasão e repetência nacionais chegam a 32,6% no ensino médio de acordo com as estatísticas mais recentes do Ministério da Educação. Significa que de cada 10 alunos matriculados no início do ano letivo, menos de sete concluem os estudos com êxito no período. O funil que começa ainda na matrícula se estreita nas três séries seguintes.

A capital do país não destoa da realidade nacional. No DF, as taxas de evasão e repetência juntas alcançam quase 35%. "Existe muita dificuldade em manter os jovens na escola. O Brasil criou um cinturão de proteção para garantir o ensino fundamental. É preciso fazer o mesmo com os alunos do ensino médio", reconhece Júlia Gama Souza, diretora de ensino médio da Secretaria de Educação do DF.  

O cenário de pouca gente sentada nas carteiras escolares e ainda menos gente concluindo o ensino médio preocupa os especialistas. Entre eles, expressões como "crise de audiência" e "apagão profissional" começam a ser usadas para descrever o fenômeno e suas conseqüências. "Um país precisa de capital humano capacitado para crescer. Se os jovens desistem dos estudos, o Brasil fica sem este capital", comenta a diretora executiva do Instituto Unibanco, Wanda Engel. Entre 4 e 5 de dezembro, a instituição promoveu um seminário para discutir as dificuldades do ensino médio brasileiro.

  As causas

Mas, por que as salas de aula estão esvaziando? Não há uma única resposta. Existem várias. "É preciso levar em consideração fatores que vão desde as condições sociais dos estudantes até as mudanças que ocorreram no mundo nos últimos anos", comenta Ricardo Paes de Barros, do Instituto de Pesquisas Econômicas Aplicadas (IPEA). "O fenômeno é complexo. Mas, na minha opinião, o que mais afasta os jovens é a má qualidade do ensino", completa o especialista em educação Claudio de Moura Castro, da rede Pitágoras 

No amplo cardápio de problemas, o mais recente é o impasse entre a escola e o mundo que a cerca. De trinta anos para cá, o número de fontes de informação à disposição das pessoas se multiplicou várias vezes. A internet, por exemplo, deixou ao alcance de alguns cliques conhecimentos que dependiam de demoradas visitas às bibliotecas. "Antes, o professor era a principal fonte de informação. Agora, ele precisa se comportar como um organizador do conhecimento", explica Ricardo Paes Barros. A dificuldade é que boa parte dos mestres ainda não assumiu essa nova postura. 

A padronização do currículo de ensino médio também contribui para o apagão nas salas de aula. "Os conteúdos foram pensados para preparar o jovem para a universidade. Mas, em nenhum país do mundo, 100% deles vão para a universidade", avisa João Batista de Oliveira, do Instituto Alfa e Beto, organização não-governamental de apoio a ações educacionais. 

A repórter acompanhou o seminário "A crise de audiência no ensino médio", a convite do instituto Unibanco

A primeira turma do Centro de Ensino Médio Integrado (CEMI) do Gama se forma neste fim de ano. Os olhos dos estudantes enchem de lágrimas quando pensam que deixarão a "família" CEMI. Mas, os planos para o futuro trazem os sorrisos de volta. O CEMI é a única escola pública do Distrito Federal que conjuga o currículo do ensino médio à formação profissional conforme está previsto na Lei de Diretrizes e Bases da Educação. Iniciativas assim são defendidas pelos especialistas como a saída para evitar o temido "apagão profissional", expressão usada para descrever a falta de mão-de-obra de nível médio qualificada. 

No ano que vem, a Secretaria de Educação pretende levar o modelo do CEMI a outras quatro escolas brasilienses. Uma das cidades beneficiadas provavelmente será a Estrutural, mas a ampliação do modelo ainda depende da aprovação do Conselho de Educação do DF e de ajustes nos recursos orçamentários do governo. "A experiência da escola do Gama é muito positiva. A educação profissional amplia as chances dos alunos no mercado de trabalho", afirma Júlia Gama Souza, diretora de ensino médio da Secretaria de Educação. 

O CEMI do Gama funciona em turno integral, das 7h30 às 18hs. Hoje 312 estudantes de 1°, 2° e 3° ano fazem parte da "família". Além do currículo padrão do ensino médio, eles recebem aulas técnicas de informática. Como se trata de formação profissional, as disciplinas são bastante aprofundadas — vão de linguagem de programação até desenho de páginas para a web. Para conseguir o diploma, os alunos também precisam fazer estágio de 200 horas. "Eles estão muito bem qualificados para o primeiro emprego. É estou falando de emprego de verdade, não de subemprego", garante a diretora Alba Curcio. 

A intimidade dos meninos do CEMI com a informática é tanta que o projeto final dos alunos de 3° ano foi a criação de portais completos de notícias. "Além do trabalho de programação, elaboramos o visual das páginas e todo o conteúdo informativo", conta Eduard Beltrani, 19 anos, do 3° ano A . Os portais desenvolvidos pelos alunos contam ainda com recursos de aúdio, vídeo e interatividade. "O desafio estava em colocar em prática tudo que aprendemos. O trabalho foi muito interessante", conta Nicollas Rodrigues, 19 anos, do 3° ano C. 

Nos trabalhos dos alunos do CEMI, é comum que os conteúdos das disciplinas tradicionais se misturem com as lições apreendidas nas classes de informática. Na hora de apresentar seminários de geografia e história, os alunos preparam apresentações em Power Point ou Flash. Em um trabalho sobre consciência negra, o grupo de Thallyta de Paiva, 16 anos, inovou ao elaborar um programa em formato de noticiário de televisão sobre o assunto. "A gente sempre usa os recursos a nosso favor. É importante fazer um trabalho diferente para captar a atenção dos colegas", conta Thallyta de Paiva, 16 anos. 

O fato de os estudantes do CEMI passarem mais tempo na escola do que os alunos do ensino regular estreita os laços entre os colegas e os professores. A convivência também se torna mais harmoniosa porque os jovens e as famílias precisam se envolver com a realidade da escola. "A escola foi uma família para mim. Sempre vou ter boas recordações daqui", conta Zaira Soares , 17 anos , do 3° A. De tão comprometidos com o projeto do qual fizeram parte, os formandos aproveitam a oportunidade para cobrar do governo uma sede definitiva para o CEMI. Por enquanto, a escola funciona provisoriamente em duas aulas do Centro de Ensino Médio 2 do Gama. 

A educação profissionalizante ainda engatinha na rede pública do DF. Dos 70,5 mil alunos de ensino médio, menos de 10 mil participam de alguma iniciativa que concilia escola e trabalho. A realidade se repete nas outras cidades brasileiras porque a LDB aboliu o antigo modelo profissionalizante. A partir da criação da lei (1996), o currículo padrão de ensino médio foi submetido a todas as escolas brasileiras. 

Os outros projetos brasilienses de educação profissionalizante são desenvolvidos por meio de parceiras com o Serviço Social do Comércio (Sesc) e o Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (Senac). Os alunos estudam em escolas tradicionais e no horário contrário ao das aulas seguem para cursos diversos

segunda-feira, 15 de dezembro de 2008

Gays do Sertão ganham projeto de cultura e cidadania

A ONG Leões do Norte promete, em 2009, trabalhar contra o machismo e a tradição que caminham juntos no sertão pernambucano, com a ajuda principalmente da Internet. A partir do próximo ano, um projeto promete fortalecer ainda mais o pensamento livre e moderno, com o chamado Ponto de Cultura.

A ONG é uma das entidades que conquistou vaga e recursos no projeto Pontos de Cultura, do Governo do Estado, uma ação que descentraliza o programa Mais Cultura do Governo Federal e que cria 120 iniciativas de promoção da cultura em todas as Regiões de Desenvolvimento de Pernambuco.

Ao ficar entre as melhores propostas, o Leões do Norte vai desenvolver no Sertão do Pajeú, o projeto SER TÃO CULTURAL dirigido a jovens interioranos, especialmente lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais daquela região. Esse público será o das 17 cidades que compõem a região.

A maratona de atividades do projeto inclue qualificação profissional, cursos de dança, teatro e técnicas de produção artesanal com material reciclável, além de incentivo à leitura e escrita. A partir dessas ações, a entidade vai sensibilizar a sociedade da região para o respeito às diferenças e valorização da diversidade sexual.

A projeto inclui ainda a realização de oficinas sobre cidadania e direitos humanos - com ênfase para o respeito à diversidade afetivo-sexual - e está programado para começar em janeiro e terá duração de três anos.

"Ficamos muito felizes de termos sido contemplados. Com o projeto, vamos fortalecer as ações em defesa da diversidade sexual no interior. Até onde sei, somos o primeiro grupo LGBT do Brasil a conquistar um Ponto de Cultura" comemora Rildo Veras, coordenador do projeto.
Creative Commons License
Blog da Juventude Socialista Brasileira de Pernambuco by JSB-PE is licensed under a Creative Commons Atribuição 2.5 Brasil License.