segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009
Curso de informática para pessoas com deficiência começa nesta segunda
Começa nesta segunda-feira (9) o curso de informática básica destinado às pessoas com deficiência. As aulas acontecem no Posto da Agência do Trabalho da cidade do Paulista, das 8h as 12h e seguem até o dia 24/04.
Esta ação é uma parceria da Agência do Trabalho, Instituto Pró-cidadania e Superintendência Estadual à Pessoa com Deficiência (Sead). A turma será composta por 25 alunos que aprenderão a usar os programas Windows, Word, Excel, Power Point e Internet.
As inscrições devem ser feitas até a próxima sexta-feira (6), das 8h às 17h, no Posto - Paulista, localizado na Praça Coronel Frederico Lundgren, s/nº, Centro – Paulista. Mais informações pelos telefones 3183-7294.
LEGISLAÇÃO - Segundo a Lei Federal 8.213/91. Garante uma reserva de cotas no mercado de trabalho, entretanto, a falta de informação e o preconceito ainda persistem. De acordo com a referida legislação, empresas com mais de 100 funcionários são obrigadas a preencher de 2% a 5% dos seus quadros com beneficiários de pessoas com deficiência.
100 anos de Dom Helder

Divulgação Religioso completaria 100 anos de vida hoje
Da Folha OnlineDom Helder Câmara (1909-1999), que completaria 100 anos de vida hoje, 7 de fevereiro de 2009, notabilizou-se por sua atuação na ala progressista da Igreja católica e por suas obras de caridade. E também por seu posicionamento inequívoco contra o regime militar: o religioso denunciou abertamente as violações e os crimes praticados pelos militares. "Dom Helder era o símbolo mais visível e querido da Igreja católica", define o jornalista e colunista da Folha Elio Gaspari. "A ação caridosa de d. Helder era apenas uma de suas características, talvez a menos importante, acessória à essência da personalidade que o transformou na maior figura política da história da Igreja no Brasil". As afirmações acima estão no livro "A Ditadura Escancarada (As Ilusões Armadas)" (Companhia das Letras), segundo volume da premiada e celebrada série de quatro livros escritos por Gaspari sobre a construção e o desmanche da ditadura militar no Brasil. No trecho do livro que pode ser lido abaixo, Gaspari analisa a relação entre a Igreja católica e o exército, explica o significado da figura de dom Helder Câmara e relata o episódio de seu "exílio" forçado em Olinda, em 1964, levado à cabo pelos líderes mais conservadores da Igreja. Leia mais aqui.
domingo, 8 de fevereiro de 2009
REDUTORES DE DANOS RECEBEM CAPACITAÇÃO PARA O CARNAVAL
A qualificação continua nos dias 14 e 15
Enquanto existem pessoas que só pensam em brincar sem moderação durante a Folia de Momo, uma verdadeira multidão de redutores de danos da Prefeitura do Recife atua de forma a minimizar riscos provocados por possíveis excessos no consumo de álcool, fumo e outras drogas. Ao longo deste domingo (08), 80 deles passaram por uma capacitação na Policlínica Lessa de Andrade, na Madalena, para saber como atuar no Carnaval Multicultural 2009.
A dinâmica foi excelente. Os novos agentes que se juntaram ao grupo que trabalhou em anos anteriores mostraram bastante comprometimento. Na capacitação, apresentamos como será o esquema de plantão ao logo da folia e na participação em prévias como o Baile Municipal, neste sábado (14). Os redutores também receberam atualização sobre assuntos como tipos de drogas, histórico do consumo e o atual contexto de uso na sociedade, explicou Marco Barcellos, um dos coordenadores de área do Mais Vida na Folia.
A qualificação desta semana não será a única. Nos próximos dias 14 e 15, também na Policlínica Lessa de Andrade, o grupo volta a se reunir para discussões sobre redução de danos na área de saúde da mulher, trânsito e abordagem de usuários. Nos cinco dias que marcam a festa, além de orientações ao público, eles participarão de mobilizações que incluem encenação de esquetes teatrais, distribuição de material educativo, porta-documentos, preservativos, garrafas descartáveis e muito mais.
Ação - O Mais Vida na Folia é uma estratégia de prevenção utilizada pela Secretaria Municipal de Saúde durante o Carnaval Multicultural. Em sua sexta edição, ela integra a Política de Redução de Danos no Consumo de Álcool, Fumo e Outras Drogas da Prefeitura do Recife, tendo como foco o estímulo à adoção de medidas preventivas em relação a comportamentos de risco, garantindo o bem-estar de todos e uma festa mais segura.
sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009
Carta Aberta do 3º Diálogo Nacional de Movimentos e Organizações Juvenis
O 3º Diálogo Nacional de Movimentos e Organizações Juvenis aconteceu na cidade de Salvador (BA), nos dias 21 e 22 de janeiro. Ao final do encontro, os participantes redigiram uma Carta Aberta, que será lançada oficialmente na próxima reunião do Conjuve, prevista para 9, 10 e 11 de março em Brasília (DF). Até lá, as organizações que quiserem assinar o documento, basta que informem o seu interesse ao CEMJ (Centro de Estudos e Memória da Juventude), pelo e-mail:3dialogo.nacional@gmail.com
Eis a íntegra da Carta:
Carta Aberta do 3º Diálogo Nacional de Movimentos e Organizações Juvenis
A Juventude brasileira sempre teve um papel estratégico para o desenvolvimento do país. Ao longo dos anos, obteve a conquista de vários direitos, resultado de diversas lutas e um histórico de participação social.
Desde 2002, o debate sobre as políticas públicas de juventude (PPJ), no Brasil, ganha maior relevância, principalmente a partir de 2005, momento de constituição do Conselho Nacional de Juventude e da Secretaria Nacional de Juventude.
O 1º Diálogo Nacional em 2004 já apresentava como uma das principais demandas a criação de uma Política Nacional de Juventude. Desde então, vários foram os avanços nas políticas públicas, como o fomento dos espaços institucionais e de participação juvenil.
A realização da 1ª Conferência Nacional de Políticas Públicas de Juventude, que reuniu mais de 400 mil jovens em todo o país, se constituiu como um espaço privilegiado dos mais diversos segmentos juvenis, que elegeram 69 resoluções e 22 prioridades para as políticas públicas em âmbito nacional.
Mesmo reconhecendo tais avanços, há ainda grandes desafios relacionados ao tema juventude em nosso país. Nesse sentido, é preciso fortalecer e avançar no debate sobre PPJ enquanto uma política de Estado, levando em consideração a articulação do poder público e da sociedade civil, incorporando definitivamente na agenda política nacional e repercutindo nas esferas estaduais e municipais.
As políticas públicas de juventude devem estar integradas a saídas estruturais que atendam a objetivos de curto, médio e longo prazo. A implementação de programas e ações tais como o Projovem, o Prouni, a Reserva de Vagas nas Universidades e a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) da Juventude são importantes iniciativas, entretanto, as organizações e movimentos juvenis precisam reafirmar as reivindicações dos setores juvenis, contribuindo cada vez mais para a ampliação dos direitos dos (as) jovens.
As organizações e movimentos juvenis, reunidas no 3º Diálogo Nacional em Salvador, consideram o papel estratégico que a juventude tem para o desenvolvimento sustentável e igualitário do país, e para um avanço ainda maior na implementação das PPJs deve-se levar em conta os seguintes aspectos:
1) Fortalecimento do diálogo entre as organizações e movimentos juvenis da sociedade civil, no sentido de valorizar e qualificar cada vez mais os espaços de articulação e participação desses movimentos e organizações juvenis na discussão, formulação, implementação e avaliação das Políticas Públicas de Juventude;
2) Discussão e definição do marco legal das políticas de juventude, através da aprovação da PEC da Juventude; do Plano Nacional de Juventude e do Estatuto da Juventude em âmbito federal. Além disso, é importante a promoção de debates e articulações para a criação de espaços institucionais e planos de juventude nos estados e municípios, e avançar para a consolidação de um Sistema Nacional de Juventude.
3) Constituição da Política Nacional de Juventude, através da aprovação do Plano Nacional de Juventude, transformando-a numa política de Estado e não de governo. Para isso, sabemos que 2010 será um ano importante no debate político nacional, e não podemos permitir um retrocesso nas conquistas obtidas até aqui. Sendo assim, é preciso garantir que independente dos governos em vigor, a política de juventude possa se constituir como permanente em nosso país.
4) Reafirmação do Conselho Nacional de Juventude como um espaço de referência na elaboração, discussão e proposição de políticas de juventude. Em 2009, o Conjuve será presidido pela sociedade civil e cumprirá um papel destacado no sentido de garantir uma maior articulação das organizações e movimentos juvenis em todo o país no monitoramento e incidência da implementação das políticas públicas de juventude no Brasil.
Salvador, 22 de janeiro de 2009.
Assinam esta carta:
União Nacional dos Estudantes (UNE)
União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (UBES)
Associação Nacional dos Pós-Graduandos (ANPG)
Centro de Estudos e Memória da Juventude (CEMJ)
União Brasileira de Mulheres (UBM)
Circuito Universitário de Cultura e Arte (CUCA)
Força Sindical
Federação dos Trabalhadores na Agricultura Familiar (FETRAF)
Rede Fale
UNEGRO
Articulação Política de Juventudes Negras
Nação Hip Hop
Associação Cultural de Preservação do Patrimônio Bantu (ACBANTU)
Movimento de Organização Comunitária (MOC)
Centro Popular de Cultura
CIPO – Comunicação Interativa
ARACATI
Central Geral dos Trabalhadores do Brasil
Confederação das Mulheres do Brasil
Escola de Gente – Comunicação em Inclusão
Congresso Nacional Afro-Brasileiro
Programa de Desenvolvimento Caminhos do Sol
Centro de Formação Brasil Jovem
UMES – SP
UBES – Associação Baiana Estudantil Secundarista
UEB – União dos Estudantes da Bahia
Palavra da Mulher Lésbica
A Coletividade – Pernambuco
Coletivo Acorda – Pernambuco
Centro Acadêmico Alexandre de Gusmão – Direito (UNISANTOS – SP)
FETAG
União da Juventude Socialista (UJS)
Movimento Revolucionário 8 de Outubro
Juventude PT
JSB
Carta à juventude por Leon Trotsky

O atributo básico da juventude socialista e tenho em mente a juventude genuína e não os velhos de 20 anos reside na disposição de entregar-se total e completamente à causa da socialista. Sem sacrifícios heróicos, valor, decisão a história em geral não se move para frente. Porém o sacrifício somente não é o suficiente. É necessário ter uma clara compreensão do curso dos acontecimentos e dos métodos apropriados para a ação. Isso somente pode ser obtido por meio da teoria e da experiência vivida.
O mais contagiante entusiasmo rapidamente esfria-se ou evapora se não encontra uma clara compreensão das leis do desenvolvimento histórico. Frequentemente, observamos como os jovens entusiastas, ao dar uma cabeçada na parede convertem-se em sábios oportunistas; como ultraesquerdistas desenganados passam em curto tempo a ser burocratas conservadores, assim como pessoas fora da lei se corrigem e se convertem em excelentes policiais. Adquirir conhecimento e experiencia e ao mesmo tempo não dissipar o espirito lutador, o auto-sacrificio revolucionário e a disposição de ir até o final, esta é a tarefa da educação e da auto-educação da juventude revolucionária."
Escrito: 1938.
quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009
Seminário de Formação Política da FJM alcança seus objetivos
Democrático, pautado na liberdade e atento às complexidades do mundo contemporâneo. Este é o modelo de socialismo que os participantes do seminário “Organização dos Núcleos de Formação Política” identificaram como sendo aquele que o Partido Socialista Brasileiro (PSB) deve defender.
O evento, promovido pela Fundação João Mangabeira (FJM), reuniu cerca de cem participantes em Brasília, de quinta-feira (29) a domingo, com o objetivo de estruturar núcleos de disseminação do conhecimento, capacitando representantes regionais que serão os responsáveis pelos cursos de formação em cada Estado.
Para a secretária do Movimento Popular Socialista, Maria de Jesus Matos – que integrou o grupo de Alagoas –, o seminário representou grande avanço no sentido de formar a militância. “A FJM conseguiu levar sua mensagem a todos aqueles que participaram do evento. Sinto que tivemos um grande salto de qualidade, complementado pelo intercâmbio entre todos os participantes”, comentou.
O resultado exitoso que o PSB alcançou nas urnas em 2008 foi um aspecto ressaltado pela secretária-geral do Movimento Negro Socialista, Valneide Nascimento dos Santos, ao falar sobre a importância do seminário. “Tivemos um crescimento muito significativo nas últimas eleições.” Para ela – que participou representando o Espírito Santo –, a iniciativa de organizar os cursos da Fundação regionalmente “faz parte do processo de esclarecimento da militância que chega agora ao Partido e dá mais solidez a participação dos segmentos organizados”, avaliou.
Grupos de trabalho
O seminário foi estruturado para estimular a participação de todos, com dinâmicas e exercícios. Já no primeiro dia, foram formados quatro grupos de trabalho para aprofundar o debate em torno de temas como, por exemplo, políticas públicas.
“O trabalho dos temas em grupos foi muito positivo e producente”, avaliou um dos representantes do Rio de Janeiro, Léo Malina, que também é secretário de Comunicação do PSB/RJ. Para o jornalista, o encontro permitiu, além de trocar experiências e conhecer outras realidades regionais, unificar o discurso em torno de como deve ser o processo de formação política do Partido. “Formar é dar conteúdo, conhecimento e política. É uma iniciativa importante, que tem que ser ampliada”, concluiu.
Ao fazer o balanço do evento, o diretor geral da Fundação e primeiro secretário Nacional do Partido Socialista Brasileiro (PSB), Carlos Siqueira, afirmou que o objetivo do seminário foi alcançado, resultado de “um rico debate com a participação muito intensa. O próximo desafio é fazer com que os núcleos se constituam efetivamente e pulverizem todo o conhecimento adquirido nesses dias”, explicou.
E para manter os debates sempre vivos, atuais e em sintonia com os desafios que se apresentam no dia-a-dia, cada núcleo integrará um grupo nacional, que se reunirá mensalmente – a distância – para discutir um tema da atualidade.
Desliga logo essa TV !
A TV é sem dúvida o veiculo de comunicação de massas mais difundido. É a forma de "falar" para mais pessoas ao mesmo tempo. Infelizmente esta possibilidade, somado a presença massiva da TV no nosso cotidiano, acaba por padronizar, homogeneizar o Brasil. Todas as peculiaridades dos povos, sotaques, regionalismos são transformados no "padrão Globo" de falar, vestir e agir. O problema com a televisão vem desde as concessões das emissoras. O canal é público, é de tod@s. O que ocorre é que desde a ditadura, período onde essas concessões foram dadas para alguns "iluminados", não temos renovação dessas empresas que usam estes canais públicos. Atualmente, todos os canais de TV pertencem a sete famílias. Acredito que isso seja inadmissível pois é impossível termos as diversidades do Brasil representadas nas telas da TV e, com as inovações digitais, temos a possibilidade de ampliar muito a quantidade de canais.
Os destaques e noticias veiculados pela mídia também devem ser alvos de reflexão. Porque nós sabemos tudo sobre a eleição dos EUA e não fazemos idéia da nova constituição dos nossos vizinhos Bolivianos? Por que sabemos de tudo sobre a guerra na faixa de gaza e não sabemos de nada sobre o genocídio nos paises africanos eternamente em guerra civil? Quem escolhe o que é noticia? Infelizmente temos pouquíssimas agencias de noticias nacionais e internacionais e todas elas apenas reproduzem as mesmas noticias.
A TV é feita para uma minoria capitalizada sob a ótica do consumo. Consumo, logo existo. A periferia só esta na TV nos programas sobre violência, que transforma em espetáculo a dor e sofrimento alheio, que banaliza a morte e todas as formas de violência. Os eternos excluídos precisam se reconhecer na televisão.
Como a TV ganha dinheiro? O que as emissoras vendem? Muito simples: elas nós vendem. Nós telespectadores somos vendidos, e cada ponto a mais no IBOPE rende horários mais caros. É um império montado sobre nossas cabeças.
Quem faz a programação que você assiste? Não seja mais programado, programe-se, veja o que você realmente quer ver. O youtube dá essa possibilidade e quebra a grade de programação, você vê o que você quer, na hora que você quer. Liberte-se !
Propaganda - Nação Zumbi
Comprando o que parece ser
Procurando o que parece ser
O melhor pra você
Proteja-se do que você
Proteja-se do que você vai querer
Para as poses, lentes, espelhos, retrovisores
Vendo tudo reluzente
Como pingente da vaidade
Enchendo a vista, ardendo os olhos
O poder ainda viciando cofres
Revirando bolsos
Rendendo paraísos nada artificiais
Agitando a feira das vontades
E lançando bombas de efeito imoral
Gás de pimenta para temperar a ordem
Gás de pimenta para temperar
Corro e lanço um vírus no ar
Sua propaganda não vai me enganar
Corro e lanço um vírus no ar
Sua propaganda não vai me enganar
Como pode a propaganda ser a alma do negócio
Se esse negócio que engana não tem alma
Vendam, comprem
Você é a alma do negócio
Necessidades adquiridas na sessão da tarde
A revolução não vai passar na tv, é verdade
Sou a favor da melô do camelô, ambulante
Mas 100% antianúncio alienante
Corro e lanço um vírus no ar
Sua propaganda não vai me enganar
Corro e lanço um vírus no ar
Sua propaganda não vai me enganar
Eu vi a lua sobre a Babilônia
Brilhando mais do que as luzes da Time Square
Como foi visto no mundo de 2020
A carne só será vista num livro empoeirado na estante
Como nesse instante, eu tô tentando lhe dizer
Que é melhor viver do que sobreviver
O tempo todo atento pro otário não ser você
Você é a alma do negócio, a alma do negócio é você
Corro e lanço um vírus no ar
Sua propaganda não vai me enganar
Corro e lanço um vírus no ar
Sua propaganda não vai me enganar
COMUNICADO

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009
Abertas as inscrições para o curso de férias de História
A Invenção do Nordeste e outras artes
Prof. Dr. Durval Muniz de Albuquerque – História/ UFRN.
Geografia cultural e retóricas da paisagem semi-árida: compreendendo a instituição simbólica do sertão nordestino como espaço fundador da identidade nacional.
Prof. Dr. Caio Maciel – Geografia/ UFPE.
Do polígono das secas á idéia de Nordeste
Prof. Dr. Abdias Moura – professor aposentado do Departamento de Ciências Social/ UFPE
A colocação do Nordeste na formação do Estado nacional
Prof. Dra. Maria do Socorro Ferraz – História/ UFPE
História política de Pernambuco
Prof. Dr. Michel Zaidan Filho - História e Pós-Graduação em Ciências
Política/ UFPE
Diretório Acadêmico de História
(81) 2126.8734
http://diretoriohistoriaufpe.
PROGRAMA DE FORMAÇÃO DO JOVEM ARTESÃO
- INSCRIÇÕES: 06 a 13 de Fevereiro de 2009
- IDADE: 16 e 17 anos.
Fábrica Tacaruna vira centro cultural

Segundo Pedro Mendes, reforma começa este ano e ficará pronta em 2010
Ao que parece, finalmente a Fábrica do Tacaruna vai encontrar o seu destino. O espaço sofrerá uma reforma e será batizado de Centro Cultural Padre Henrique. Se tudo der certo, entre os meses de abril e maio de 2010, a fábrica passará a funcionar como um complexo de formação e cultura para qualificação profissional de alunos de escolas públicas. Esse complexo será coordenado pela Secretaria de Juventude e Emprego, que pleiteia, junto ao Programa Nacional de Segurança Pública e Cidadania (Pronasci), cerca de R$ 35 milhões para a recuperação de toda a estrutura da Fábrica.
O centro, além do prédio principal, contará com sete galpões, que serão ocupados pelas secretarias de Ciência, Tecnologia e Meio Ambiente; Educação; Defesa Social e pela Fundarpe. O nome é uma homenagem ao padre Antônio Henrique, integrante da pastoral da juventude e amigo de Dom Helder que foi torturado e morto na época da ditadura. Segundo o secretário de Juventude e Emprego, Pedro Mendes, o projeto de engenharia está em fase de formulação e será entregue ao Ministério da Justiça, que já se comprometeu com a recuperação do prédio.
“O Pronasci irá bancar os equipamentos e a recuperação física do imóvel. O Estado, por sua vez, entrará com o custeio do funcionamento do centro, que, no caso da nossa secretaria, será de R$ 2,5 milhões ano”, explicou o secretário. A entrega do projeto está prevista para acontecer em março deste ano e, com a liberação da verba, a reforma seria executada em um ano. “A nossa expectativa é que, entre maio e abril de 2010, o complexo esteja pronto e por volta de maio a junho, funcionando”.
No centro, os jovens terão à disposição espaços para exposição, salas de cinema, teatro, oficinas e esportes. “Todas as linguagens estarão presentes. Teremos estúdios de vídeo, de cinema e fotografia digital, escola técnica virtual na área de preservação de patrimônio. E toda essa estrutura estará voltada para jovens de escolas públicas e suas famílias, que não têm acesso a esse tipo de bem cultural”, ressaltou o secretário.
Pedro explicou, ainda, como cada secretaria envolvida poderá desenvolver seus projetos. “Eles ainda serão aperfeiçoados, mas a Sectma, por exemplo, terá um museu de ciências e biblioteca virtual; a Fundarpe vai ter oferecer oficinas de artes, como dança, teatro e música; a de Defesa Social terá um núcleo do Corpo de Bombeiros e de direitos humanos”.
O prédio central será um espaços para vários tipos de eventos e, principalmente, para exposição dos trabalhos desenvolvidos no local. De acordo com Mendes, o esperado é que, entre alunos e familiares, cerca de quatro mil pessoas façam uso do espaço ao ano - isso em todos os âmbitos, desde daqueles que vão fazer parte dos projetos até os que participarão das exibições e visitações.
A expectativa é que somente a Secretaria de Juventude e Emprego atenda 500 jovens por ano. “Será um aprendizado coletivo que vai envolver as entidades da sociedade civl, que já atuam com políticas públicas. Então, esse não é um espaço somente do governo, mas da sociedade como um todo. Tudo isso será articulado com a escola pública, para oferecer aos alunos algo além do ensino formal”.
Lan houses serão interligadas por projeto educativo
Segundo o coordenador do projeto, o diretor de Marketing da TV Cultura, Luiz Henrique Barreto, o programa funcionará como uma barra lateral na área de trabalho dos PCs, trazendo conteúdo especial de formação profissional, educação, entretenimento e e-Gov. Se antes as lan houses eram usadas para jogos, hoje nove em cada dez usuários utilizam para comunicação, e-mails e relacionamento. É uma ferramenta poderosa de inclusão e queremos agregar conteúdo a ela”, diz Barreto. Ele diz que o universo de usuários das lans, segundo uma pesquisa da fundação, é de 22 milhões de pessoas. Segundo Barreto, o projeto pretende atingir seis mil lans brasileiras em seis meses.
“Há cerca de cem mil lan houses no Brasil, sendo que 85% delas são negócios informais. O projeto também pretende fomentar emprego e renda e incentivar os donos desses estabelecimentos a entrarem na legalidade”, conta. Ele explica que os parceiros do projeto, além de fornecerem conteúdo, também doarão recursos para o Conexão Cultura.
Dos recursos, 20% irão para instituições sociais apontadas pelos internautas. Outros 20% serão distribuídos como prêmio para os internautas que mais usarem o sistema. Os donos de lans também receberão 20% dos recursos. O Conexão Cultura já foi iniciado em São Paulo. O projeto será expandido a partir de março.
Prominp divulga lista de selecionados para cursos
“Foi um resultado muito bom. Tivemos 21.877 inscritos para 7.510 vagas, divididas em 21 categorias”, afirmou o secretário-executivo do Prominp em Pernambuco, Antônio Sotero. As vagas foram abertas tanto para o nível básico, com 7.104 vagas, quanto médio, com 406 oportunidades. O cargo mais disputado foi o de instrumentista montador, com apenas 16 vagas. Já a maior oferta é para o curso de caldeireiro, com 1.152 vagas.
Os candidatos também podem verificar sua colocação, individualmente, no Portal de Qualificação do Prominp, utilizando seus números de usuário e senha.
A oferta dos cursos foi precedida de um longo trabalho de levantamento das demandas de profissionais. As empresas que estão se instalando em Pernambuco na cadeia do petróleo e gás, como a Refinaria Abreu e Lima e a Petroquímica Suape, apresentaram ao Prominp a quantidade de profissionais que precisarão na construção e o período em que eles serão necessários. “Isso é um casamento perfeito entre mão de obra treinada e oferta de emprego. O Prominp tem o cuidado de não colocar pessoas qualificadas na rua sem demanda caracterizada. A prioridade das empreiteiras e consórcios que irão construir os empreendimentos é utilizar a mão de obra que passou pelo Prominp”, explica Sotero. Não existe garantia de emprego passando no Prominp, mas é meio caminho andado. Isso porque, além de ter uma capacitação específica para uma função que será demandada no tempo exato pelo mercado, o nome do aluno é listado no próprio site do Prominp, podendo ser acessado pelas empresas para agilizar contratações.
Em Pernambuco, os cursos serão oferecidos pelo Senai e Cefet. São considerados aprovados os candidatos que obtiveram classificação dentro do total de vagas disponíveis na categoria/localidade requeridas na inscrição. Os candidatos que obtiveram a pontuação mínima, mas não garantiram a vaga, serão considerados classificados, e ficarão em uma lista de reserva aguardando alguma desistência ou eliminação de candidatos aprovados. As aulas serão iniciadas em março e os alunos serão convocados brevemente, por telefone ou carta, para fazer a inscrição.
segunda-feira, 12 de janeiro de 2009
Todos em guerra contra Gaia
Todos em guerra contra Gaia O cataclismo econômico-financeiro, fruto de avidez e de mentiras, esconde um via-sacra de sofrimento para milhões de pessoas que perderam suas economias, suas casas e seus postos de trabalho. Quem fala deles? Os verdadeiros culpados se reúnem mais para salvaguardar ou corrigir o sistema que lhes garante hegemonia sobre os demais atores do que para encontrar caminhos com características de racionalidade, cooperação e compaixão para com as vitimas e para com toda a humanidade. Esta crise traz à luz outras crises que, quais espadas de Dâmocles, estão pesando sobre a cabeça de todos: a climática, a energética, a alimentária e outras. Todas elas remetem para a crise do paradigma dominante. A situação de caos generalizado suscita questões metafísicas sobre o sentido do ser humano no conjunto dos seres em evolução. Neste momento silenciam os pós-modernos com o seu every thing goes. Queiram eles ou não, há coisas que têm que valer, há sentidos que devem ser preservados, caso contrario nos enchafurdamos no mais reles cinismo, expressão de profundo desprezo pela vida. Já há tempos que pensadores como Teilhard de Chardin ou René Girard notaram certo excesso de maldade no caminho da evolução consciente. Cito um pensamento de Girard, estudioso da violência, quando esteve entre nós em 1990 dialogando com teólogos da libertação:”Tudo parece provar que as forças geradoras da violência neste mundo, por razões misteriosas que eu tento compreender, num certo nível são mais poderosas que a harmonia e a unidade. Este é o aspecto sempre presente do pecado original, enquanto, para alem de qualquer concepção mítica, representa um nome para a violência na história”. Não há por que rejeitar este sombrio veredito. Somente o pensamento da esperança contra toda a esperança, da compaixão e da utopia nos oferece com um pouco de luz. Mesmo assim, há que conviver com a sombra de que somos seres com imensa capacidade de auto-destruição, até o último homem. Há anos uma pesquisa alemã sobre as guerras na história da humanidade, citada por Michel Serres em seu último livro Guerre mondiale (2008), chegava aos seguintes dados: de três mil anos antes de nossa era até o presente momento, três bilhões e oitocentos milhões de seres humanos teriam sido chacinados, muitos deles em guerras de total extermínio. Só no século XX foram mortas duzentas milhões de pessoas. Como não se questionar, honestamente, sobre a natureza deste ser complexo, contraditório, anjo bom e satã da Terra que é o ser humano? Hoje vivemos uma situação absolutamente inédita. É a guerra coletiva contra Gaia. Até a introdução da guerra total por Hitler (totaler Krieg), as guerras possuíam seu ritual: eram entre exércitos. Depois passaram a ser entre nações e entre povos: era a guerra de todos contra todos. Hoje ela se radicalizou: é a guerra de todos contra o mundo, contra o planeta Gaia (bellum omnium contra Terram). Pois é isso que está implicado em nosso paradigma civilizacional que se propôs explorar e sugar, com violência tecnológica, a totalidade dos recursos do planeta Terra. Com efeito, atacamos a Terra em todas as suas frentes, nos solos, nos subsolos, nos ares, nas florestas, nas águas, nos oceanos, no espaço exterior. Qual é o canto da Terra que não seja objeto de conquista e de dominação por parte do ser humano? Há feridas e sangue por todas as partes, sangue e feridas de nossa Mãe Terra. Ela geme e se contorce nos terremotos, nos tsunamis, nos ciclones, nas enchentes devastadoras em Santa Catarina e nas secas terrificantes do Nordeste. São sinais que ela nos está enviando. Cabe interpretá-los e mudar a nossa conduta. Esta guerra não será ganha por nós. Gaia é paciente e com capacidade imensa de agüente. Como fez com tantas outras espécies no passado, oxalá não decida livrar-se da nossa, nas próximas gerações. Não nos basta o sonho do filósofo Kant da paz perpétua entre todos os povos. Precisamos com urgência fazer um pacto de paz perene de todos com a Terra. Já a atormentamos demasiadamente. Importa pensar-lhe as feridas e cuidar de sua saúde. Só então Terra e Humanidade teremos um destino minimamente garantido.
segunda-feira, 5 de janeiro de 2009
Contemporaneizando a Crise Mundial na Perspectiva de um Projeto Socialista
Somos testemunhas de um dos maiores fatos históricos que marca profundamente a realidade pós-moderna. A geração marcada por uma influencia econômica baseada em uma simbologia do consumo, onde a reprodução de valores supera a produção de novos paradigmas, onde o romantismo das transformações e dos processos de ruptura, tendo em vista a construção de um novo modelo de organização social se cristalizou de tal forma que, pensar em superação é o mesmo que sair de uma realidade cristalizada e imbatível.
O jogo econômico tomou conta de nossas vontades, entender e superar o sistema em uma ótica progressista foi substituído pela necessidade de penetrar e fazer parte da realidade marcada pela Coca Cola e pelos Shoppings Centers. As críticas se transformaram em ladainhas, em discursos anacrônicos a uma realidade caracterizada pela derrocada do socialismo e a consolidação de uma realidade do ter.
E nesse contexto a economia foi de tornando a grande engrenagem de sustentação de uma época, onde a desumanização seguia paralelo ao progresso. Entretanto, o que era fortaleza forte e inabalável, passou a ser visto como um frágil objeto de porcelana.
E o século XXI com absoluta certeza será marcado pela conjuntura da crise mundial do neoliberalismo. Aquela realidade que modificou radicalmente o imaginário individual e coletivo do mundo após a Revolução Industrial, que racionalizou a produção e que parecia ser algo concreto e indestrutível, hoje vem se manifestando como um problema de Estado. A dependência do crédito e da especulação financeira deixou o mercado viciado, ou melhor, mal acostumado.
Eis uma realidade que tem que ser transformada. E esse é o momento certo para que todos possam refletir não somente sobre o rumo da economia planetária, mas também nos rumos de cada um de nós. Pois bem, quando fora afirmado anteriormente sobre a dependência do mercado à grande especulação do credito fácil, é de fundamental importância que seja problematizado a participação de cada pessoa para que esse pandemônio econômico viesse se manifestar como o grande pesadelo da realidade. Atribuo tudo isso a uma só causa: O consumismo.
Será que essa forma de organização social marcada pela busca do lucro em excesso e do consumo como maior fim é a que queremos para os nossos dias? Ter o Estado como algo apenas ornamental e como sinônimo de algo inoperante. A apatia política deu espaço a grande esperança da iniciativa privada ao mesmo tempo em que a exclusão social, a destruição do meio ambiente, o sucateamento das instituições publicas, entre outras mazelas sociais passou a ser problema ligado a má administração do Estado (que por sua vez, nessa mesma ótica é algo insuficiente).
Acredito que com a ascensão do neoliberalismo em todo mundo, em detrimento de um Estado operante foi umas das causas primeiras para o surgimento de tantos problemas de ordem social e econômica. Nas vitrines do sistema todos são magníficos astros de um mundo controlado pela busca de uma vida ideal, todos estão à venda, tudo tem seu preço, todos querem ampliar o seu poder de compra, custe o que custar. Enxergar o que é mais cômodo e satisfatório, o ser inconseqüente do mundo neoliberal não costuma se preocupar com causas sócias, apenas se esforçam para atribuir um sentido pejorativo a pobreza material das pessoas.
Enfim, elencar características dessa pós-modernidade não é o objetivo principal desse texto, entretanto refletir um pouco, ou melhor, pensar por alguns minutos sobre o que acontece ao nosso redor, nos traz uma série de questionamentos. E foi dessa maneira que conseguir raciocinar sobre algumas conclusões.
Primeiramente, busquei conceituar o que realmente atribuo à engrenagem causadora dessa tão falada crise. E como expliquei anteriormente, procurei ver, não em uma perspectiva macroeconômica, e sim, parei para aproximar cada vez mais a crise a uma realidade pragmática, cotidiana. Assim concluir que o consumismo individual é realmente um grande agente causador para tal problemática. É muito fácil ver nos grandes centros comerciais a alegria das pessoas quando sacam de suas carteiras os cartões de crédito e realizam uma compra, pagam impostos e juros na maior alegria. Geram lucros para empresas, que por sua vez, não cansam de investir bilhões em propagandas para que esse círculo do consumo imediato se cristalize nas mentes das pessoas, desde pequenas. Tudo tem um preço, ao mesmo tempo em que todos têm seu preço.
Pois bem, mesmo com essa consciência acredito que esse atual cenário internamente tem em suas contradições uma potencialidade infinita de mudança. Eis um momento oportuno para que possamos construir um mundo socialista. Um projeto de sociedade sem os predicados do consumo, do egoísmo e da injustiça, e sim com uma visão coletiva, justa, igualitária e principalmente humana e solidária. Onde as liberdades sejam respeitadas e aceitadas sem nenhum modismo publicitário e que os homens se enxerguem a vida pelo seu verdadeiro sentido, a felicidade.
E dessa maneira que concluo minhas observações por meio de uma defesa ao verdadeiro projeto socialista. Acreditando no potencial que a juventude tem em romper barreiras, desconstruir paradigmas e antes de qualquer coisa, provando que não são coadjuvantes de suas respectivas época e sim, sujeitos de infinita potencialidade para que um outro mundo seja possível.
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