Página inicial

quinta-feira, 9 de outubro de 2008

Petrolina sedia Fórum Regional de Cultura do Sertão do São Francisco


A Fundação do Patrimônio Histórico e Artístico de Pernambuco (Fundarpe) promove, no dia 14 de outubro, o Fórum Regional de Cultura do Sertão do São Francisco, no Centro de Convenções de Petrolina. O encontro dá continuidade a uma ação iniciada em 2007, que tem como  objetivo discutir com a população o formato da política pública cultural e a elaboração de um plano de cultura para a Região.

Os Fóruns Regionais de Cultura seguem o modelo de co-gestão – adotado pela Fundarpe – através do qual a população tem um canal aberto de diálogo com o Poder Público e apresenta propostas para cada setor. Através de debates, envolvendo gestores municipais, artistas, produtores e profissionais da área de patrimônio, será possível identificar as necessidades de cada área.

No Fórum, estarão reunidos representantes de Petrolina, Afrânio, Cabrobó, Dormentes, Lagoa Grande, Orocó e Santa Maria da Boa Vista, além da presidente da Fundarpe, Luciana Azevedo, e da diretora de Gestão do Fundo Pernambucano de Incentivo à Cultura, Teca Carlos.

Durante todo o dia, serão debatidas as prioridades para a região nas diferentes linguagens (artes cênicas, música, cultura popular, audiovisual, etc). Além disso, serão apresentadas as ações já realizadas pela Fundarpe na área de fomento, difusão e preservação.

FÓRUNS – A equipe da Fundarpe irá percorrer as 12 RDs, até o final deste ano. Os próximos municípios contemplados são Araripina (Fórum do Sertão do Araripe); Floresta (Fórum do Sertão de Itaparica); Arcoverde (Fórum do Sertão do Moxotó); Garanhuns (Fórum do Agreste Meridional); e Recife (Fórum da Região Metropolitana). Após todos os encontros, serão eleitas Comissões Regionais que vão elaborar planos posteriormente incorporados à política pública de cultura do Estado.

terça-feira, 7 de outubro de 2008

UFPE oferece 47 vagas para professor no Recife e Agreste

A Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) está com vagas abertas para candidatos a professor da instituição. São 46 vagas para o campus Recife e uma para o campus do Agreste, em Caruaru, todas em regime de dedicação exclusiva.
Das vagas para o campus Recife, 11 são destinadas para a classe de Professor Assistente 1, para a qual é exigido o grau de mestre ou mestrado em curso, na área específica ou afim. As outras vagas do campus Recife e a única do campus de Caruaru são para Professor Adjunto 1, devendo o candidato ser livre docente ou doutor na área específica do concurso ou afins.
Três editais relacionados à seleção (97, 98 e 99/2008) estão disponíveis no site da Pró-Reitoria para Assuntos Acadêmicos (Proacad). Neles, constam informações referentes à documentação exigida e programas para as provas do concurso.
O edital 97/2008 é específico para os candidatos a Professor Assistente e foi publicado no Diário Oficial da União (DOU) no último dia 1º de outubro. As inscrições custam R$ 56 e estão abertas por 30 dias, contados a partir da data de publicação. Para o cargo de professor assistente, o salário é de R$ 3.996,54 - vencimento básico somado a gratificações e vantagens.
Os editais 98 e 99/2008 são para Professor Adjunto e foram publicados no dia 3 de outubro. As inscrições seguem por 60 dias contados a partir da data de publicação. A inscrição custa R$ 80 e os salários para o cargo são de R$ 6.497,15 - vencimento básico somado a gratificações e vantagens.
Para concorrer à vaga oferecida em Caruaru, o candidato deve ser livre docente ou doutor em Matemática, Educação Matemática ou em Educação, além de ter graduação em Licenciatura ou Bacharelado em Matemática ou Licenciatura em Ciências com habilitação em Matemática.
As vagas são destinadas a suprir as demandas dos novos cursos da UFPE, além de cursos em expansão e em processo de reestruturação. As vagas estão distribuídas entre os diversos centros da UFPE e estão relacionadas à primeira distruibuição do Programa de Apoio a Planos de Reestruturação e Expansão das Universidades Federais (Reuni), do Ministério da Educação (MEC).
SERVIÇO:
Centro de Artes e Comunicação - CAC(81) 2126.8319 / 8301 - 8h às 12h e das 14h às 17h
Centro de Ciências Sociais Aplicadas - CCSA(81) 2126.8361 / 8360 - 8h às 12h e das 14h às 17h
Centro de Ciências da Saúde - CCS(81) 2126.8508 / 8568 - 8h às 12h e das 14h às 17h
Centro de Ciências Biológicas - CCS(81) 2126.8840 / 8358 - 8h às 12h e das 14h às 17h
Centro de Ciências Exatas e da Natureza - CCEN(81) 2126.8400 / 8401 - 8h às 12h e das 14h às 17h
Centro de Ciências Jurídicas - CCJ(81) 2126.7852 / 7871 - 8h às 12h e das 18h às 22h
Centro de Educação - CE(81) 2126.8320 / 8321 - 8h às 12h e das 14h às 17h
Centro de Filosofia e Ciências Humanas - CFCH(81) 2126.8260 / 8261 - 8h às 12h e das 14h às 17h
Centro de Tecnologia e Geociências - CTG(81) 2126.8200 / 8201 - 8h às 12h e das 14h às 17h
Secretaria da Diretoria do Campus Acadêmico do Agreste (81) - 3727.6791, de segunda a sexta-feira - 8h às 12h e de 14h às 17h

Lula sanciona mudanças na lei do estágio, entre elas, férias remuneradas


 

Agora é oficial. Estagiário também terá direito a férias remuneradas, que deverão ser tiradas, conforme recomendação, durante o recesso escolar. Essas e outras mudanças na lei do estágio foram publicadas na edição desta sexta-feira do Diário Oficial da União. Nos casos em que o estágio tiver duração inferior a um ano, os dias de liberação previstos na norma serão concedidos, de maneira proporcional. A legislação também prevê que o recesso seja remunerado quando o estagiário receber bolsa ou outra forma de contraprestação. A lei, de número 11.788, foi sancionada pelo presidente da república, Luiz Inácio Lula da Silva, e substitui as regras em vigor há mais de 30 anos.

 

O novo texto também prevê que as empresas terão de restringir o seu quadro de estagiários a 20% de seus funcionários, e remunerar estudantes de cursos em que o estágio não é obrigatório. O objetivo é estabelecer regras mais claras para a contratação de estudantes do ensino médio, evitando que sejam considerados mão-de-obra barata.

 

Quanto à duração do estágio, a lei determina que estudantes da educação especial e dos anos finais do ensino fundamental só podem ser contratados para a carga horária de quatro horas diárias de trabalho. Os alunos do ensino superior, da educação profissional de nível médio e do ensino médio regular podem trabalhar até seis horas diárias e os estágio de 40 horas semanas destinam-se aos matriculados em cursos que alternem aulas teóricas e práticas.

Em sua 3ª edição, Mostra Cinema e Direitos Humanos na América do Sul se renova




No período de 6 de outubro a 6 de novembro, a 3ª Mostra Cinema e Direitos Humanos na América do Sul leva a 12 capitais brasileiras a produção de cineastas latino-americanos sobre temas, valores e dilemas que dizem respeito aos diversos direitos que não raro são negados a população mundial e em especial a latino-americana. 

 
 A mostra, inteiramente gratuita, acontece no ano em que a Declaração Universal dos Direitos Humanos completará 60 anos e se dispõe a refletir as formas como organizadamente pode-se construir um mundo mais justo, igual e solidário. 
 
 A linguagem do audiovisual já há longa data é um dos canais para dialogarmos com nosso continente. A procura por criar uma linguagem própria e libertadora, de maneira que o cinema se tornasse um espaço de crítica e reflexão das peculiaridades da região – como o subdesenvolvimento – deu origem ao Nuevo Cine Latinoamericano a seus representantes como o cubano Tomás Gutiérrez Alea, o argentino Fernando Birri e o brasileiro Glauber Rocha, entre outros. 
 
 Cinema político-militante 
 Como exemplo desse tipo de produção, podemos falar de Glauber se apropriando da epígrafe de Che: "Crear dos, tres...muchos Vietnans"para o roteiro de América Nuestra – nunca filmado;e de Fernando Solanas e o seu A hora dos fornos (La hora de los hornos), 1968, produção referencial do Grupo Cine Liberación, cujo título é emprestado de uma frase de José Martí, citada por Che em "Mensaje a los pueblos del mundo através de la Tricontinental". Dizia a frase: "Es la hora de los hornos y no se ha de ver más que luz".. 
 
 Com a globalização e com a explosão tecnológica, o mosaico de olhares sul-americanos está muito mais diversificado. 
 
 E justamente para dialogar com essa nova produção, que a 3º Mostra se renova e apresenta 50 produções audiovisuais, que formam um conjunto de olhares que transpõe a diversidade da cultura em procura de seus próprios caminhos de expressão e de diálogo. 
 
 Novas seções 
 A curadoria da mostra – que esteve a cargo de Amir Labaki em 2006 e de Giba Assis Brasil em 2007 – tem agora à sua frente o cineasta e produtor cultural Francisco Cesar Filho, o Chiquinho. 
 
 A outra novidade, são as novas seções da Mostra. A seção Retrospectiva Histórica, na qual serão exibidos clássicos como o “Tire Dié” (1960), de Fernando Birri – primeira produção da Escola Latino-Americana de documentário de Santa Fé, tida como a primeira revisão latino-americana de crítica social. 
 
 E a seção Homenagem, que será inaugurada com obras do grupo argentino Cine Ojo, que há 22 anos produz premiados documentários alternativos. Do grupo, serão exibidos cinco títulos na mostra. Entre eles, o “Eu, madre Alice” (2001), que percorre a história de Alice Domon, uma religiosa francesa pertencente à congregação Hermanas de las Misiones Extranjeras, que viveu na Argentina desde 1967 e foi seqüestrada pela última ditadura militar. E “Jaime de Nevares, a última viagem”, de 1995, que narra a viagem de despedida do bispo Jaime, conhecido por atuar em defesa dos direitos dos indígenas, operários, camponeses e dirigentes políticos. 
 
 
 Destaques 
 Quanto às produções contemporâneas, os títulos também são variados, mas ficam os destaques para:

 


 O brasileiro Café com Leite, de Danilo Ribeiro, que aborda a diversidade sexual e foi premiado com o Urso de Cristal de melhor curta-metragem no último festival de Berlim; 
 
 América Minada, de Vinicius Souza e Maria Eugênia de Souza, que problematiza as minas terrestres, presentes em 11 países da América Latina; 
 
 Cidade de Papel, de Claudia Sepúlveda Luque, sobre a descoberta de centenas de cisnes mortos no Santuário do Rio Cruces, em Valdivia, no Chile, devido à contaminação de uma indústria de papel – um desastre ecológico que detonou um movimento popular que levou a uma ruptura histórica nas instituições e leis ambientais do Chile; 
 
 Vítimas da Democracia, de Stella Jacobs, que apresenta uma Venezuela sob o governo de Rómulo Betancourt, de Raúl Leoni e de Rafael Caldera, em que se instalou uma campanha de terror e repressão com campos de concentração, desaparecidos e todas as práticas para aniquilar qualquer movimento de esquerda; 
 
 Vestígios de um sonho, de Erich Fischer, que contribui para a reconstrução da memória coletiva de uma época tenebrosa do Paraguai, durante a ditadura de Alfredo Strossner e; 
 
 O Aborto dos Outros, de Carla Gallo, sobre a necessidade de debater o aborto como questão de saúde pública.

 

Acesse o site da Mostra: http://www.cinedireitoshumanos.org.br/ 

Crianças ganham comemoração popular em Sítio dos Pintos

Entre os dias 8 a 12 de outubro acontece a segunda edição da Semana Multicultural da Infância de Sítio dos Pintos, voltada para as crianças carentes do bairro, na Zona Norte do Recife. O tema desse ano "Alegria de viver – Sou Criança!” vai mobilizar mais de 400 crianças.

 
A Comissão Pró-Arraial do Sítio dos Pintos (COMPASP) é a entidade responsável pela realização dessa semana em parcerias com outras. O evento garante o acesso à cultura, educação, entretenimento e cidadania para as crianças do bairro e de comunidades vizinhas. 

De 8 a 11 deste mês, serão promovidos debates e palestras nas escolas e postos de saúde. Os dias 10 e 11 várias sessões de vídeo para as crianças da Escola Mundo Esperança. Já nos dias 12 acontece a Festa das Crianças. No evento irá entregar troféus para os homenageados do ano. A criançada ainda vai cair na folia e ter a oportunidade de participar de atividades educativas.

A festa acontecerá a partir das 14h, com Oficinas de Dança, Circo e Teatro na Escola Mundo Esperança e as 18h30 com apresentações culturais, distribuição de cosme damião, festival de jogos e brincadeiras na Avenida Prefeito Agostinho Neves, em frente à Igreja Católica da comunidade, com a participação das várias comunidades e entidades populares. 
 
SERVIÇO
Semana Multicultural da Infância e 2ª Festa das Crianças de Sítio dos PintosQuando: 08 a 12 de outubro
Informações: (81) 8856.7034

Mídia e Movimento discutem cobertura sobre criança e adolescente


Fonte: CCLF
 
Mais uma Roda de Diálogo: Mídia e Movimentos Sociais se aproxima. Nesta Quarta-feira (08 de outubro ), a partir das 18h, no Centro de Cultura Luiz Freire (CCLF), em Olinda , jornalistas e representantes dos movimentos sociais se encontram para discutir sobre a cobertura da imprensa em relação à criança e ao adolescente.
 
Nesta mesma noite, também será lançado o novo site do Ombuds PE, projeto do CCLF de acompanhamento crítico da mídia pernambucana. A reformulação do site traz, por exemplo, espaços para publicação de artigos sobre mídias locais, entre outras novidades.
 
Para contribuir com o debate, foram convidadas: Valéria Nepomuceno, coordenadora do Cendhec; Ciara Carvalho (Jornal do Commercio); Karina Maux (Folha de Pernambuco) e Aline Moura(Diário de Pernambuco).
 
A Roda de Diálogo é uma ação que faz parte do Ombuds PE. Todas as Rodas realizadas estão sendo sistematizadas em uma publicação, que será disponibilizada para a imprensa e para os movimentos sociais. As Rodas sempre acontecem em parceria com os movimentos sociais. Por aqui já passaram representantes do movimento indígena, MST e lésbicas.
 
Serviço:
Roda de Diálogo: Mídia e Movimentos Sociais - Tema: Cobertura sobre Criança e Adolescente
Quarta-feira, 8 de outubro
18h
Centro de Cultura Luiz Freire - Rua 27 de Janeiro, 181 - Carmo - Olinda/PE.  Tel: (81) 3301 5242

segunda-feira, 6 de outubro de 2008

PSB 77% maior

Com a eleição definida em 5.528 cidades, já é possível fazer um balanço detalhado de quem cresceu e quem perdeu espaço nos pleitos municipais. O PMDB se consolidou como maior partido na esfera de governo local: elegeu 13% de prefeitos a mais do que em 2004, chegando a pelo menos 1.194 prefeituras. Esse número pode aumentar porque ainda faltam apurar os votos em seis cidades. Além disso, os peemedebistas estarão presentes no segundo turno em 11 cidades.
O PT também cresceu e agora disputa com o PP o terceiro lugar em número de prefeituras. O partido do presidente Lula elegeu 34% prefeitos a mais do que em 2004, chegando a pelo menos 549 comandos municipais. Esse número pode crescer ainda mais porque o PT é o partido que mais disputa eleições de segundo turno, em 15 cidades.
O crescimento dos partidos da base governista se evidencia ainda mais pelo crescimento do PSB, que elegeu 77% mais prefeitos do que há quatro anos, chegando a pelo menos 309 prefeituras. Os socialistas anda disputam o segundo turno em outras seis cidades.
Juntos, os três principais partidos que dão sustentação a Lula no plano federal aumentaram seu cacife municipal em cerca de 400 prefeituras. Outros partidos que orbitam em torno desse tripé, como PTB e PP, praticamente elegeram o mesmo número de prefeitos que em 2004.
Proporcionalmente, o maior crescimento também foi de uma sigla que integra o ministério de Lula: o PC do B pulou de 10 para 40 prefeitos eleitos, um crescimento de 300% em quatro anos.

Eleito, João da Costa quebra novo tabu

Do JC OnLine
O discurso foi um só: a vitória do candidato petista no Recife foi resultado da união da Frente Popular de Esquerda. Em coletiva realizada em seu comitê, o prefeito eleito João da Costa, o governador Eduardo Campos e o prefeito João Paulo afirmaram que a oposição perdeu por que não tem projeto político, mas está dividida. "Aqueles que fizeram outro tipo de política já colheram nessas eleições o resultado e em 2010 será assim novamente", disse, otimista, o governador. A coletiva durou trinta minutos e aconteceu logo depois que o Tribunal Regional Eleitoral confirmou a vitória de João da Costa no primeiro turno (TRE-PE).
João da Costa venceu com 51,54% dos votos válidos. Mendonça (DEM) ficou em segundo, com 24,63%. Em seguida: Raul Henry (16,40%); Cadoca (3,68%); Edilson Silva (3,05%); Kátia Telles (0,46%) e Roberto Numeriano (0,23%).
"Como baseamos nossa campanha na continuidade, buscamos vencer no primeiro turno. O objetivo foi alcançado, mesmo diante de um conjunto de obstáculos", afirmou o candidato eleito. E alfinetou: "Espero que desta vez nossos adversários tenham aprendido a fazer campanha sem desconstruir o adversário". Com relação ao processo que enfrenta na Justiça, Costa disse estar tranqüilo. "O povo já fez justiça ao nos eleger". O petista citou o prefeito João Paulo em todas as respostas e mostrou-se confiante na continuidade ao lado do governador Eduardo Campos e do presidente Lula.
2010 - João Paulo fez questão de ressaltar que não representa uma ameaça para a reeleição do governador Eduardo Campos. "Não podemos errar na política. Sou homem de projeto político e sei qual é a minha tarefa. Acho que essa eleição, acima de tudo, está mostrando que a união é necessária", disse. Eduardo Campos completou: "Nossa referência não é o projeto de cada um de nós. Vamos tratar de 2010 em 2010. Essa é a diferença para aqueles que fazem oposição ao nosso governo. Em 2010 vamos estar juntos novamente para tristeza dos nossos adversários."NAS RUAS - A Praça do Marco Zero, no Centro do Recife, vestiu-se de vermelho novamente para receber mais um candidato petista eleito. Em seu discurso, João Paulo disse ter quebrado três tabus. O primeiro deles foi a eleição de um metalúrgico, filho de cobrador, para prefeito do Recife. Depois, reeleger um prefeito da capital no primeiro turno. E desta vez aquela que dizia que prefeito não elegia outro prefeito.
Eduardo Campos reforçou novamente a união da Frente Popular de Esquerda. "Eles queriam nos ver divididos nas pequenas disputas. Eles não toleram a nossa união. Têm cabeça antiga e reacionária."
João da Costa falou, sobretudo, dos obstáculos e dificuldades vividos durante a campanha e dedicou sua vitória a Pelópidas Silveira, ex-prefeito do Recife. "Ele foi um dos fundadores da frente que nos inspirou". Como fez desde o primeiro comício, fez a militância gritar: "Vencemos na rua!"

sábado, 4 de outubro de 2008

Alunos dos Centros da Juventude Participam de Integração Esportiva


A Secretaria de Desenvolvimento Social e Direitos Humanos, através da coordenação Intersetorial de Esportes do programa Vida Nova, promoveu na última quarta-feira (1º), das 9h às 12h, o Dia de Lazer para 50 jovens dos Centros da Juventude (CJs) Estaduais, no Clube Náutico Capibaribe. Dez jovens de cada um dos centros (Cajueiro Seco, Alto do Pascoal, Peixinhos, Santo Amaro e Iputinga) participaram de integração esportiva de natação com provas de 25m, 50m e revezamento 4 X 25 nos estilos livre e costas. Essa é uma ação que visa integrar os alunos dos CJs estaduais.

A primeira prova foi a de 25m nado livre. O título de nadador mais rápido foi para Aldo Moura, do centro de Santo Amaro. Para ele, essa integração é uma oportunidade para socializar e sair da rotina do Centro da Juventude. “Temos oportunidade de conhecer novas pessoas e competir sem brigas”. Aldo acredita que esses eventos poderiam acontecer mais vezes envolvendo todos alunos.

O coordenador Intersetorial de Esportes do Programa Vida Nova, Ivson César Alves, explica que o evento é fundamental para que os estudantes dos Centros possam conhecer outros ambientes. “O intuito da coordenação é fazer com que nosso jovens participem de mais atividades, de forma que desfrutem de momentos de lazer e entretenimento”, complementa. Alinhado ao pensamento do coordenador, a professora de esportes do centro da Juventude de Cajueiro Seco, Ilka Fernanda, ressalta que esse momento é importante para que os alunos, que têm uma história de vida difícil, conheçam outros ambientes e troquem experiências entre si.

A Coordenação Intersetorial de Esportes já promoveu outras integrações esportivas de futsal, basquete e vôlei, em parceria com o Clube Náutico Capibaribe. Segundo o Coordenador Intersetorial de Esportes, um dos objetivos do Programa é inserir os alunos no mercado dos esportes como foi o caso de Carlos Alberto do Centro da Juventude do Alto do Pascoal, que atualmente está treinando pelo time Sub 17 do Náutico.

sexta-feira, 3 de outubro de 2008

Sobe número de jovens no INSS


Previdência registrou alta no volume de contribuintes entre 16 e 19 anos
 
   

BRASÍLIA (Folhapress) - Os trabalhadores de 16 a 19 anos foram os que mais cresceram entre as pessoas que contribuem para a Previdência Social entre 2006 e 2007, seguidos pelos contribuintes entre 55 e 65 anos. Os dados fazem parte do Anuário Estatístico da Previdência Social de 2007, divulgado ontem. O número de trabalhadores jovens que contribuem para a aposentadoria pública aumentou 20,5%, para 1,89 milhão. Na faixa etária entre 55 e 65 anos, houve um aumento médio de 10%, totalizando 3,1 milhões.

Os percentuais estão acima do crescimento médio entre os contribuintes da Previdência de todas as faixas etárias, que aumentou 6,89%, de 47,9 milhões para 51,2 milhões entre os dois anos. Segundo a Previdência, o aumento do emprego entre os mais jovens se deve a um fato positivo, a formalização do mercado de trabalho no Brasil. Já o crescimento nas faixas etárias mais elevadas se deve à dificuldade das empresas de encontrar trabalhadores mais qualificados, o que fez muitas pessoas voltarem ao mercado de trabalho. Carteira assinada 
Dos 51,2 milhões de trabalhadores que contribuíram para a Previdência em 2007, 40,1 milhões possuíam carteira assinada e 11,1 milhões eram contribuintes individuais ou autônomos. O primeiro grupo cresceu 7,15%, enquanto o segundo ficou praticamente estável. A formalização também puxou o aumento dos contribuintes nas faixas salariais mais baixas. Houve aumento de cerca 9,5% dos contribuintes que ganham até dois salários mínimos.

A Previdência verificou, também, uma menor rotatividade no mercado de trabalho. Isso pode ser medido pelo número de trabalhadores que contribuíram em todos os 12 meses do ano, que cresceu 17,4%, para 22 milhões.

Mesmo assim, cerca de 30 milhões de pessoas não conseguiram manter a regularidade nas contribuições ao longo do ano passado.

Em relação aos trabalhadores com carteira assinada, 60% dos contribuintes são homens. A participação menor das mulheres se deve, segundo a Previdência, ao grande número de trabalhadoras domésticas sem carteira e também às autônomas. Das 7 milhões de domésticas, apenas 1,7 milhão contribui para a aposentadoria pública. 

Gonzaga intensifica campanha na zona rural




O candidato a prefeito de Petrolina pela Frente Popular, Gonzaga Patriota (PSB), aproveitou o final de semana para intensificar a campanha no interior do município. Junto com o candidato a vice, Paulo Afonso (PTB), o prefeito Odacy Amorim (PSB) e o deputado estadual Geraldo Coelho (PTB), ele visitou quatro comunidades rurais. Na manha do domingo, eles estiveram em Cruz de Salinas, localizada numa região de sequeiro onde o problema do abastecimento de água é uma das questões mais discutidas pela população.

Após o almoço, a comitiva visitou mais três localidades. Em Caititu, o prefeito Odacy Amorim presidiu uma reunião com os moradores da localidade demonstrando solidariedade para com os moradores e incentivando-os a confiarem no nome de Gonzaga Patriota para sucedê-lo na prefeitura de Petrolina. “Gonzaga é um político experiente, um homem de partido. Por isso estou apoiando sua candidatura que será vitoriosa, mas o mais importante é a participação dos agricultores, principalmente nas metas do programa de governo especificamente voltadas para o desenvolvimento da caprinovinocultura e a melhoria dos recursos hídricos, para afastar a presença do caminhão-pipa nos períodos de seca”, defendeu.

Em Rajada, onde eram realizados os festejos em homenagem à padroeira do distrito, Gonzaga Patriota realizou uma caminhada, acompanhado de correligionários e familiares do prefeito Odacy Amorim. Odair Amorim, irmão do prefeito, disse que “Gonzaga é o Lula de Petrolina”, referindo-se à luta dos dois para chegar ao Executivo. “Lula para ser presidente do País fez uma longa trajetória, enquanto Gonzaga, tem uma longa experiência na vida pública, estando preparado o suficiente para fazer uma grande administração”.

quinta-feira, 2 de outubro de 2008

Oficina rumo ao FSM 2009


Barbas de molho: o Brasil e a crise




Por Carlos Lessa 

O sistema financeiro, entregue à suas próprias forças, tende a construir complexas estruturas de relações de débito-crédito e transmutações alquímicas de ativos e passivos encadeados. Estas "estruturas" fazem sua delícia durante a construção; sua montagem é sempre acompanhada ideologicamente com a exaltação das forças de mercado e antevisão de um contínuo progresso. Durante algum tempo, ajudam a "economia real" (a das forças produtivas). Porém, em suas sucessivas superposições, o "palácio de cartas" se fragiliza e, ao se desmontar, desorganiza a base produtiva.

O sistema financeiro americano construiu um imenso edifício de múltiplos andares financeiros a partir dos imóveis considerados riqueza e do direito imperial de emitir a moeda do mundo capitalista. A atual crise - uma desarrumação e o encolhimento do "castelo de cartas" - poderá dar início a uma longa fase de lento crescimento da economia mundial, precedida de uma recessão com duração imprevisível.

Nas praias de um país tupiniquim, criamos uma caricatura de bolha. O "castelo de cartas" americano tinha seus alicerces nas hipotecas imobiliárias que subiam de preço em função da especulação financeira. A bolha brasileira reside no endividamento familiar acelerado, com prazos estendidos e juros ultra-elevados. O brasileiro pode comprar um automóvel sem entrada e pagá-lo em até 90 prestações. Veículos, eletrodomésticos e móveis são itens frágeis para hipoteca; no caso do veículo, o devedor sabe que já perdeu 20% do valor ao retirá-lo da agência. A bolha de crédito brasileira está baseada na manutenção dos empregos e nas melhorias da renda familiar. A vantagem do banco brasileiro é o desconto em folha do crédito consignado.

A crise americana já se introjetou no Brasil pela tendência à queda do preço de nossos produtos primários de exportação, pelas saídas de capital especulativo, que desfrutava o diferencial de juros devido ao encurtamento do crédito no exterior, e pela depreciação do real, que nosso Banco Central tenta conter vendendo dólares de nossas reservas. Estas são as dimensões já percebidas. Provavelmente, empresas brasileiras que foram para o exterior estarão submetidas a racionamento de crédito; linhas de financiamento à exportação e importação deverão ser temporariamente "apagadas"; nossa Bolsa de Valores oscilará com tendência a refluxos.

É previsível um balanço comercial piorado e uma timidez progressiva de nossas empresas, que dificilmente manterão ou implementarão seus projetos de expansão. Se nosso Banco Central, para atrair do exterior e/ou desestimular saídas do Brasil, atuar elevando a taxa de juros, é natural que nossas empresas coloquem as barbas de molho. Desnecessário chamar a atenção sobre o efeito perverso em termos de emprego e melhorias salariais. Estariam minados os alicerces de nosso edifício de crédito, que funcionou no último biênio como a principal fonte de ampliação de mercado interno. O PAC enfrentará, neste clima, prováveis procrastinações.

Já há alguns meses, o Fed e os bancos centrais europeus e do Japão vêm injetando recursos. Nas últimas semanas, o Estado americano vem "estatizando" os prejuízos do sistema financeiro; assumiu os dois principais fundos imobiliários, converteu-se no controlador da principal seguradora e assistiu aos tremores que abalam seus gigantescos bancos de investimentos. Na semana passada, anunciou um pacote de US$ 700 bilhões para "adquirir" os papéis podres do castelo de cartas. Não sei julgar se esta injeção é suficiente; pode ser que seja um "cobertor curto" e não abafe o incêndio das cartas, porém é inquestionável que terá um impacto positivo nos próximos exercícios fiscais americanos.

Li que o UBS, o maior banco suíço, teve perdas de mais de US$ 40 bilhões com a implosão da bolha financeira americana. Todos os gigantes bancários têm relações cruzadas com os bancos americanos, muitos operam pesadamente no interior dos Estados Unidos. O Tesouro americano já avisou que vai estender sua absorção de papéis podres destes bancos estrangeiros e que espera uma "atitude semelhante" de outros governos. O discurso do risco sistêmico pode propor englobar a periferia mundial. O Império tem recursos de poder para impor suas regras: são os títulos de dívida americanos que formam as principais reservas dos demais bancos centrais do mundo. Obviamente, haverá uma nova gigantesca emissão de títulos do Tesouro. Quem irá adquiri-los?

A tendência dos impérios, quando surgem suas crises, é transferir o máximo de ônus para a periferia. Sem dúvida nenhuma, esta crise encontra o Brasil melhor preparado. Os US$ 208 bilhões de nossas reservas foram formados com suor e lágrimas e representam a "garantia" que o Brasil dispõe. Não sei qual é o tamanho do "capital cigano" que migrou para o Brasil atraído pelo trinômio operado pelo Dr. Meirelles: juros reais hiperelevados, ausência de tributação e direito de retirada. Quanto maior for essa percentagem, mais significativa será a pressão sobre as reservas. O Banco Central terá que escolher entre uma desvalorização do real com forte incidência inflacionária ou a redução das reservas para manter a taxa de câmbio. Talvez, por cacoete, fidelidade ideológica ao neoliberalismo e preocupação com a lucratividade dos bancos brasileiros, venha a elevar a taxa de juros. Se correr, o bicho pega; se ficar, o bicho come. O Brasil tem que botar suas barbas de molho.

Carlos Lessa, socialista, ex-presidente do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) e professor-titular de economia brasileira da UFRJ.

Artigo publicado no jornal Valor Econômico




Bolsa-Família não reduz trabalho infantil

BRASÍLIA – A análise dos primeiros dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) 2007, preparada pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), mostra que, apesar de programas de transferência de renda, como o Bolsa-Família, terem conseguido aumentar o número de crianças que permanecem na escola, o trabalho infantil continua sendo um problema que o País não consegue resolver. De 2006 para 2007, apenas 217.247 crianças deixaram de trabalhar. De acordo com o estudo, no ano passado, 2.500.842 de crianças entre 5 e 15 anos trabalhavam.

Uma das hipóteses, dizem os pesquisadores, é que, apesar de ajudar, o valor pago pela bolsa é ainda menor que os ganhos de uma criança que trabalha. A Pnad mostra que 65% delas não recebem remuneração pelo seu trabalho, seja porque fazem serviços domésticos ou porque ajudam os pais em seus trabalhos. Mas, quando recebem, podem ganhar bem mais do que o valor máximo do Bolsa-Família.

As crianças de 7 a 15 anos que trabalham e são pagas – e que também freqüentam a escola – recebem, em média, R$ 151 mensais. Já aquelas que não estudam (cerca de 20 mil crianças no País) podem receber em média R$ 226. “Observa-se que em 36% das famílias a contribuição das crianças que têm rendimento e não estudam varia de um terço a 100% da renda familiar”, diz o estudo do Ipea.

Em 2007, uma família considerada extremamente pobre e que tivesse três filhos na escola receberia, no máximo, R$ 112 por mês do Bolsa-Família. Desde então, o programa teve um reajuste de cerca de 8% e, já em 2008, foi ampliado para incluir também dois adolescentes de 15 a 17 anos por residência, que, se estiverem na escola, permitem que a família receba mais R$ 30 por cada um. Com isso, o valor máximo a ser recebido passou para R$ 182 mensais.

A análise do Ipea aponta que estudos sobre o programa mostraram um aumento considerável da freqüência escolar, mas não tiveram tanto impacto no trabalho infantil. A análise, no entanto, desconsidera o fato de, apesar de o trabalho infantil ser ilegal no País, não permitir que os filhos trabalhem não é uma das contrapartidas do Bolsa-Família. Uma família cujas crianças estejam trabalhando passa a ser acompanhada e os estudantes são incluídos em programas auxiliares no turno em que não estão na escola, mas não correm o risco de ter o benefício bloqueado ou suspenso.

Em nota, o Ministério do Desenvolvimento Social, responsável pelo Bolsa-Família, defendeu-se afirmando que na Pnad de 2004 e na de 2006, quando foram incluídas questões específicas sobre o programa, ficou demonstrado que a queda do trabalho infantil entre famílias beneficiárias era maior que entre as que não estavam no programa. 

Governador entrega primeiras carteiras de motorista gratuitas


Abrir as portas do mercado de trabalho para muitos pernambucanos. Este é o objetivo do Programa Popular de Formação, Qualificação e Habilitação Profissional de Condutores de Veículos Automotores do Governo de Pernambuco.

Durante a entrega dos primeiros documentos, ontem, o governador Eduardo Campos explicou que a medida “possibilita que estudantes, pessoas desempregadas há mais de dois anos, filhos de famílias que estão cadastradas no Bolsa-Família e egressos do sistema prisional tirem a Carteira de Habilitação e se aproximem da empregabilidade”. Mais de 140 mil inscrições foram feitas nesta primeira edição do programa. Cidadãos que não tinham carteira de habilitação ou que já tinham a CNH e não possuíam os recursos necessários para mudar a sua classificação e se tornarem operadores de máquinas ou dirigir caminhões, por exemplo. Pessoas como José Gomes Filho, 42 anos, que somente 24 anos após completar a maioridade vai conseguir tirar sua primeira Carteira Nacional de Habilitação - CNH. Para ele era “quase impossível” juntar o dinheiro necessário para pagar uma auto-escola e fazer os exames. José Gomes lembrou (sem nenhuma saudade) das chances de arrumar um emprego perdidas e agradeceu ao governador Eduardo Campos pela iniciativa. “Não acreditava que o Governo pudese fazer isso pelos mais pobres. Muitas vezes aparecia uma vaga de motorista, mas eu não podia pegá-la, pois não tinha carteira. Agradeço primeiro a Deus e depois ao governador Eduardo Campos”, disse, jurando que sabe dirigir “muito bem”, mas não podia assumir um volante pela falta do documento.

Situação idêntica vivia Maria José do Nascimento. Desempregada, não conseguia juntar os R$ 400 necessários para tirar sua primeira habilitação. “Há muito tempo que eu tentava tirar a carteira de motorista, mas ficava impossibilitada por conta do preço. Esse programa veio bem a calhar”, comemorou. Segundo o presidente do Detran, Roberto Leandro, a iniciativa - que vai beneficiar seis mil motoristas de baixa renda, a cada ano - já despertou o interesse de outros Estados e até mesmo do Governo Federal. “O Governador já está buscando parcerias com o Governo Lula, através do Ministério do Trabalho, para expandir esse programa em Pernambuco”, revelou.

Creative Commons License
Blog da Juventude Socialista Brasileira de Pernambuco by JSB-PE is licensed under a Creative Commons Atribuição 2.5 Brasil License.