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quarta-feira, 20 de maio de 2009

37º Congresso da UEP


Nos dias 22, 23 e 24 deste mês, a UNIVASF (Universidade Federal do Vale do São Francisco), localizada no Município de Petrolina – PE, sertão médio de nosso Estado, sediará o 37º Congresso da União dos Estudantes de Pernambuco Cândido Pinto (UEP), fórum máximo dos estudantes universitários pernambucanos.
O Congresso da UEP ocorre a cada 02 anos, momento esse de discutir as atualidades de nossa Universidade, da educação, da conjuntura política de nosso País e do nosso Estado (dentre outros temas), além de eleger-se a próxima diretoria da Entidade.

Neste Congresso, a UEP propõe dentre outras pautas, realizar um grande ato político de homenagem a Cândido Pinto nos 40 anos do atentado que marcou Pernambuco e a luta pela democracia. Trazendo a participação de ex-dirigentes da Entidade, e lançando a Revista que faz a recuperação do acervo histórico da UEP.

Além de fazer um amplo debate sobre a crise financeira e da necessidade de ampliar os investimentos em educação. Trazendo a participação de lideranças políticas, profissionais da educação e representantes estudantis e dos segmentos sociais. Fazendo um recorte com os temas atuais, tais como: Fim do vestibular e a implantação do novo ENEM como novo mecanismo de acesso ao ensino superior público, a Reserva de Vagas para alunos das Escolas públicas, dentre outros assuntos.

O credenciamento das atas de delegados e suplentes ao congresso da UEP será na próxima quarta-feira (20/05). Para os demais estudantes que não participaram do processo de eleições de delegados e suplentes por universidade/faculdade, poderão está se inscrevendo como observadores nos dias do Congresso, ou entrando em contato pelo telefone: (81) 3221.8637, para maiores esclarecimentos.

Os ônibus estarão saindo em caravana a partir desta quinta-feira (21/05) rumo a Petrolina, fazendo escalas nas Cidades para garantir a participação das bancadas de estudantes credenciados ao congresso, além das próprias conduções que já estão sendo mobilizadas pelas lideranças estudantis em cada Cidade.


Lembrando que no seu último congresso a UEP conseguiu chegar e credenciar estudantes de quase cem por cento das universidades/faculdades pernambucanas. Estima-se para este congresso a participação de cerca de 1.000 mil estudantes entre delegados, suplentes e observadores oriundos de todas as regiões de nosso estado.


Juventude e Cidadania ATIVA

quinta-feira, 14 de maio de 2009

Inscrição do Enem tem data marcada


Vestibular // Exame inscreve a partir do próximo dia 15 de junho
Mirella Marques e Thatiana Pimentel // Do Diario e especial para o Diario

Os feras de todo o país já podem se preparar para o período de inscrição do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), que deve ser de 15 de junho a 15 de julho. As inscrições poderão ser feitas pela internet (www.inep.gov.br), nas agências dos Correios ou nas instituições de ensino cadastradas no Ministério da Educação (MEC). Os candidatos terão que pagar R$ 35, mesmo valor cobrado no ano passado. Os alunos das escolas públicas não precisam pagar a taxa. Poderão se inscrever alunos que estão concluindo ou concluíram o ensino médio em anos anteriores. A data foi definida na tarde de ontem, em reunião do ministro Fernando Haddad com os reitores da Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes). O novo Enem será usado este ano como substituto total ou parcial dos vestibulares das três universidades federais do estado (UFPE/UFRPE/Univasf). 

O conteúdo das provas também foi aprovado na tarde de ontem, mas será divulgado apenas hoje à tarde, após um encontro do ministro com o Conselho Nacional dos Secretários de Educação. Haddad, porém, adiantou em entrevista coletiva que não irá acrescentar nenhum assunto novo ao programa do ensino médio definido pelo MEC. "Não queremos causar um choque nos estudantes. Vamos seguir a matriz curricular que já norteia o ensino médio brasileiro". 

Línguas - Ele explicou que não se trata de esvaziar os conteúdos ministrados nas escolas, mas abordá-los de forma a privilegiar a capacidade de raciocínio, de integração das áreas. "Se um aluno compreende um fenômeno da natureza, sabe do que se trata, mas esqueceu a fórmula, ele vai conseguir por outros meios chegar à resposta correta. Ninguém irá se prejudicar", garantiu. Outra novidade definida na reunião de ontem foi a realização de um novo exame entre abril e maio de 2010. Ou seja, seis meses após a aplicação do Enem 2009, os feras que não atingirem o resultado esperado terão uma nova chance. A segunda prova, contudo, já deverá incluir uma língua estrangeira. Ainda não se sabe se haverá questões de inglês e espanhol, ou o fera poderá optar por apenas uma das línguas. 

O reitor da UFPE, Amaro Lins, aprovou as novidades apresentadas na reunião. "Vamos trabalhar as habilidades que queremos que os estudantes tenham em cada área determinada pelo MEC. O conteúdo não será cansativo ou repetitivo", adiantou. O ministro prometeu ainda a elaboração de um simulado do novo Enem, que será disponibilizado antes da data do exame ( dias 3 e 4 de outubro) no portal do Inep, instituto responsável pelas provas. Ana Cabral, pró-reitora acadêmica da UFPE, que também esteve presente na reunião de ontem, revelou que o número de questões do Enem (200 ao todo) não está confirmado, assim como a quantidade de perguntas por áreas que podem ser 50, 45 ou 40 itens.
  

Bancada do PSB votará contra a lista fechada nas eleições


Em reunião nesta terça-feira (12), a bancada do Partido Socialista Brasileiro (PSB) fechou posição contra a proposta de lista fechada em discussão no âmbito da reforma política na Câmara. Na avaliação dos parlamentares, o principal objetivo da reforma é reduzir o número de partidos políticos. "Aprovação da lista fechada será desastrosa, pois a medida não fortalecerá os partidos e vai tirar a prerrogativa de escolha da população", destacou o líder do PSB, Rodrigo Rollemberg (DF).

Na opinião do líder, o momento atual é de esvaziamento e de pasteurização dos partidos. "Eles estão cada vez mais distante da sociedade, interagem pouco com a comunidade científica, com o setor produtivo e com os trabalhadores. Vamos entregar o poder de escolha às burocracias partidárias", questiona.

É consenso entre os socialistas que a aprovação da lista fechada dificultará a renovação política e deve aumentar a corrupção dentro dos partidos. Presente na reunião, o primeiro secretário do PSB, Carlos Siqueira, afirmou que esta proposta quer importar o modelo político americano ou europeu, o que ele chama de colonização da política. "São dois partidos se revezando no poder durante décadas e mais dois ou três coadjuvando ao redor. Podemos achar sozinhos alternativas para melhorar o parlamento, sem ter que importar modelo", declarou. Para ele, a reforma erra por não estabelecer canais de interação do parlamento com a população e citou como exemplo a privatização da Vale do Rio Doce, onde a população não foi consultada. "É necessário ampliar o exercício da cidadania política de quem não tem mandato", defendeu.

Outra preocupação da bancada é a pressa para aprovação desta reforma, para entrar em vigor já em 2010, ano de eleição para presidente, governadores, deputados federais e senadores. O deputado Júlio Delgado (PSB-MG) esclareceu que o partido não é contra a reforma política, mas quer votar uma reforma de outra natureza. Entre as propostas apresentadas na reunião está o barateamento das campanhas, ampliação do mandato para cinco anos, ou ainda a realização de um plebiscito para que a população decida se quer votar na legenda ou no candidato. "Este Congresso passa 20 anos discutindo a reforma e a 1° coisa que querem mexer é no voto do eleitor. Quem tem que mudar somos nós", declarou.

quarta-feira, 13 de maio de 2009

Desculpem a moléstia

Por Eduardo Galeano


Quero compartilhar com vocês algumas perguntas, moscas que zumbem na minha cabeça:

O zapatista do Iraque, o que jogou os sapatos contra Bush, foi condenado a três anos de prisão. Não merecia, na verdade, uma condecoração?

Quem é o terrorista? O zapatista ou o zapateado? Não é culpado de terrorismo o serial killer que, mentindo, inventou a guerra do Iraque, assassinou a um montão de gente, legalizou a tortura e mandou aplicá-la?

São culpados os habitantes de Atenco, no México, ou os indígenas mapuches do Chile, ou os kekchies da Guatemala, ou os camponeses sem terra do Brasil, todos acusados de terrorismo por defender seu direito à terra? Se sagrada é a terra, mesmo se a lei não o diga, não são sagrados também os que a defendem?

Segundo a revista Foreign Policy, a Somalia é o lugar mais perigoso do mundo. Mas quem são os piratas? Os mortos de fome que assaltam navios ou os especuladores de Wall Street, que há anos assaltam o mundo e agora recebem multimilionárias recompensas por suas atividades?

Porque o mundo premia os que o saqueiam?

Por que a justiça é cega de um único olho? Wal Mart, a empresa mais poderosa de todas, proíbe os sindicatos. McDonald’s, também. Por que estas empresa violam, com delinqüente impunidade, a lei internacional? Será que é por que no mundo do nosso tempo o trabalho vale menos do que o lixo e valem menos ainda os direitos dos trabalhadores?

Quem são os justos e quem são os injustos? Se a justiça internacional realmente existe, por que não julga nunca aos poderosos? Não são presos os autores dos mais ferozes massacres? Será que é porque são eles que têm as chaves das prisões?

Por que são intocáveis as cinco potências que tem direito de veto nas Nações Unidas? Esse direito tem origem divina? Velam pela paz os que fazem o negócio da guerra? É justo que a paz mundial esteja a cargo das cinco potências que são as cinco principais produtoras de armas? Sem desprezar aos narcotraficantes, este também não é um caso de “crime organizado”?

Mas não demandam castigo contra os senhores do mundo os clamores dos que exigem, em todos os lugares, a pena de morte. Só faltava isso. Os clamores clamam contra os assassinos que usam navalhas, não contra os que usam mísseis.

E a gente se pergunta: já que esses justiceiros estão tão loucos de vontade de matar, por que não exigem a pena de morte contra a injustiça social? É justo um mundo em que a cada minuto destina três milhões de dólares aos gastos militares, enquanto a cada minuto morrem quinze crianças por fome ou doença curável? Contra quem se arma, até os dentes, a chamada comunidade internacional? Contra a pobreza ou contra os pobres?

Porque os adeptos fervorosos da pena de morte não exigem a pena de morte contra os valores da sociedade de consumo, que cotidianamente atentam contra a segurança pública? Ou por acaso não convida ao crime o bombardeio de publicidade que aturde a milhões e milhões de jovens desempregados ou mal pagos, repetindo para eles dia e noite que ser é ter, ter um automóvel, ter sapatos de marca, ter, ter, e que não tem, não é?

E por que não se implanta a pena de morte contra a pena de morte? O mundo está organizado a serviço da morte. Ou não fabrica a morte a industria militar, que devora a maior parte dos nossos recursos e boa parte das nossas energias? Os senhores do mundo só condenam a violência quando são outros os que a exercem. E este monopólio da violência se traduz em um fato inexplicável para os extraterrestres e também insuportável para os terrestres que ainda queremos, contra toda evidência, sobreviver: os humanos somos os únicos especializados no extermínio mútuo e desenvolvemos uma tecnologia da destruição que está aniquilando, de passagem, ao planeta e a todos os seus habitantes.

Esta tecnologia se alimenta do medo. É o medo que fabrica os inimigos que justificam o desperdício militar e policial. E em vias de implantar a pena de morte, que tal se condenamos à morte o medo? Não seria saudável acabar com essa ditadura universal dos assustadores profissionais? Os semeadores de pânico nos condenam à solidão, nos proíbem a solidariedade: salve-se quem puder, destruam-se uns aos outros, o próximo é sempre um perigo que se aproxima, olho, cuidado, esse cara vai te roubar, aquele vai te violar, este carrinho de nenê esconde bomba muçulmana e se essa mulher te olha, essa vizinha de aspecto inocente, certamente vai te contagiar com a gripe Porcina.

No mundo de cabeça para baixo, dão medo até os mais elementares atos de justiça e de bom senso. Quando o presidente Evo Morales começou a refundação da Bolívia, para que esse país de maioria indígena, deixasse de ter vergonha de olhar no espelho, provocou pânico. Este desafio era catastrófico do ponto de vista da ordem racista tradicional, que dizia que era a unida ordem possível. Evo era, trazia o caos e a violência e por sua culpa a unidade nacional ia explodir em pedaços. E quando o presidente equatoriano Rafael Correa anunciou que se negava a pagar as dívidas não legítimas, a noticia produziu terror no mundo financeiro e o Equador foi ameaçado com terríveis castigos, por estar dando um tão mau exemplo. Se as ditaduras militares e os políticos ladrões foram sempre mimado pelos bancos internacionais, não nos acostumamos já a aceitar como fatalidade do destino que o povo pague o garrote que o golpeia e a cobiça que o saqueia?

Mas será que se divorciaram para sempre o bom senso e a justiça? Não nasceram para andar juntos, bem pegadinhos, o bom senso e a justiça?
Não é de bom senso, e também de justiça, esse lema das feministas que dizem que se nós, os machos, ficássemos grávidos, o aborto seria livre? Por que não se legaliza o direito ao aborto? Será porque então deixaria de ser o privilegio das mulheres que podem paga-lo e dos médicos que podem cobrá-lo?

O mesmo acontece com outro escandaloso caso de negação da justiça e do bom senso: por que não se legalizam as drogas? Por acaso não se trata, como no caso do aborto, uma questão de saúde publica? E o país que tem mais drogados, que autoridade moral tem, que autoridade moral tem para condenar aos que abastecem sua demanda? E por que os grandes meios de comunicação, tão consagrados à guerra contra o flagelo da droga, não dizem nunca que ela provêm do Afeganistão quase toda a heroína que se consome no mundo? Quem manda no Afeganistão? Não é esse um país ocupado militarmente pelo pais messiânico que se atribui a missão de salvar a todos nós?

Por que não se legalizam as drogas pura e simplesmente? Não será porque elas dão o melhor pretexto para as invasões militares, além de brindar os mais suculentos lucros aos bancos que de noite trabalham como lavanderias?

Agora o mundo está triste porque se vendem menos carros. Uma das conseqüências da crise mundial é a queda da próspera indústria automobilística. Se tivéssemos algum resto de bom senso e um pouquinho de sentido de justiça, não teríamos que celebrar essa boa noticia? Ou por acaso a diminuição de automóveis não é uma boa noticia, do ponto de vista da natureza, que estará um pouquinho menos envenenada e dos pedestres, que morrerão um pouco menos?

Segundo Lewis Carroll, a Rainha explicou a Alice como funciona a justiça no país das maravilhas:

- Ai você tem – disse a Rainha. Está preso cumprindo sua condenação; mas o processo só vai começar na segunda-feira. E, claro, o crime será cometido no final.

Em El Salvador, o arcebispo Oscar Arnulfo Romero comprovou que a justiça, como a serpente, só morde aos descalços. Ele morreu baleado, por denunciar que no seu país os descalços nasciam condenados de atenção pelo delito de nascimento.

O resultado das recentes eleições em El Salvador não é de alguma forma uma homenagem. Uma homenagem ao arcebispo Romero e aos milhares que como ele morreram lutando por uma justiça justa no reino da injustiça?
Às vezes acabam mal as historias da História, mas ela, a História, não acaba. Quando diz adeus, está dizendo até logo.

Tradução: Emir Sader

PROUNI

Universidades sonegam mais de 10 mil bolsas

BRASÍLIA – Instituições de ensino superior que participam do Programa Universidade para Todos (ProUni), do governo federal, sonegaram, nos últimos quatro anos, pelo menos 10 mil bolsas que deveriam ter sido concedidas a alunos de baixa renda. Os números surgiram em uma supervisão aberta pelo Ministério da Educação nas cerca de 1.200 faculdades, universidades e centros universitários que fazem parte do programa. Dessas, 74 estavam oferecendo menos da metade das bolsas devidas.  

O ProUni prevê que, em troca de isenções fiscais, as instituições ofereçam o equivalente a 8,5% do seu faturamento em bolsas integrais e parciais (correspondentes a 50% da mensalidade) a jovens com renda per capita familiar máxima de 1,5 salário mínimo e três salários mínimos, respectivamente. As 74 instituições estavam oferecendo menos de 4% do seu faturamento em bolsas.  

Dessas instituições irregulares, 22 já assinaram termos de compromisso com o MEC e terão que oferecer as bolsas devidas por lei, mais 20% de penalidade durante os próximos dois a três anos. As demais ainda estão com seus termos em processo de análise. Se mesmo depois da assinatura do termo as instituições não cumprirem o acerto, poderão ser desligadas do programa.  

DESLIGADOS - O MEC também anunciou o cancelamento das bolsas de 143 bolsistas do ProUni que não se enquadravam nos critérios socioeconômicos do programa. Desses, 30 possuíam carros de luxo, dez tinham rendimentos superiores a R$ 100 mil por ano e 103 estavam matriculados em universidades federais.  

O cancelamento das bolsas ocorre após auditoria do Tribunal de Contas da União que apontou indícios de irregularidades em 30,6 mil bolsas do programa (do total de 385 mil), após fazer cruzamento entre a lista de alunos e os cadastros do Renavam (registro nacional de veículos), da Relação Anual de Informações Sociais (Rais) do Ministério do Trabalho e do sistema que lista alunos de federais.  

Dos 39 donos de carros de luxo, nove tiveram as justificativas aceitas – segundo o MEC, havia casos como o de um aluno que usava o automóvel como táxi, ou do deficiente físico que comprara o veículo adaptado com benefícios fiscais.  

Enem vira caso de Justiça


Partido Democratas ingressou com pedido de liminar contra as universidades para impedir que novas regras no processo seletivo sejam adotadas este ano 

Em meio à polêmica provocada pelas mudanças no vestibular, o Partido Democratas (DEM) ingressou ontem na Justiça Federal com mandado de segurança coletivo com pedido de liminar contra as Universidades Federal (UFPE) e Federal Rural de Pernambuco (UFRPE). O partido solicita que as instituições sejam impedidas de adotar novas regras no processo seletivo deste ano. Pede também que o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), realizado pelo Ministério da Educação, seja incorporado ao vestibular apenas em 2010, desde que todos os critérios sejam definidos pelas universidades ainda este ano. 

A juíza Polyana Falcão Brito, da 21ª Vara, que responde pela 7ª Vara da Justiça Federal, recebeu o pedido de liminar no fim da tarde de ontem e só deve pronunciar-se sobre o assunto hoje. Segundo a Comissão do Vestibular (Covest), na última seleção cerca de 45 mil feras concorreram às vagas da UFPE (74,6%) e da Rural (11,14%). Os demais disputaram vagas na Univasf. Caso a liminar seja favorável ao DEM, mais de 40 mil vestibulandos serão beneficiados. 

“Não é justo que as regras sejam modificadas quase no meio do ano letivo. O prejuízo é para alunos, professores e escolas. Não somos contrários à aplicação do Enem no vestibular, mas as mudanças não devem ocorrer este ano”, argumenta o advogado do DEM Ramiro Becker. No mandado de segurança, ele cita a Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB), que, no artigo 44, afirma que a “educação superior abrangerá candidatos que tenham concluído o ensino médio ou equivalente”. “Não é o caso dos feras, que farão o Enem sem terminar o ensino médio”, ressalta Becker. 

A decisão da 7ª Vara não caberá para a Universidade Federal do Vale do São Francisco (Univasf), que também vai usar o Enem no vestibular. Com sede em Petrolina, Sertão, caberia ação na Justiça Federal de lá. “Não descartamos a possibilidade de também ingressar com mandado de segurança em Petrolina.” 

A UFPE decidiu usar o Enem como primeira fase do vestibular. A segunda fase continua sendo organizada pela Covest, com a diferença de ter uma prova de língua estrangeira, além dos testes de disciplinas específicas. A Rural e a Univasf usarão apenas o Enem como forma de ingresso nos cursos. As universidades só vão se manifestar sobre o assunto quando notificadas oficialmente.  

quinta-feira, 7 de maio de 2009

Vagas em todo o Estado

A Sectma abriu processo seletivo para os cursos técnicos profissionais nas modalidades Presencial e a Distância. São 4.559 vagas no Estado para quem  está cursando o segundo ou o terceiro ano do Ensino Médio ou já o concluiu.  Inscrições no site www.upenet.com.br, até 24 de maio.

FJM lança o Programa Nacional

 
05/05/2009 - 17:29
Descentralizar o trabalho da Fundação João Mangabeira e capacitar politicamente militantes e simpatizantes na gestão de políticas públicas. Esse é o objetivo do Programa Nacional de Formação Política da FJM publicado esta semana em Brasília. O trabalho foi organizado pelo presidente da FJM e primeiro secretário Nacional do Partido Socialista Brasileiro, Carlos Siqueira, e pelos professores Adriano Sandri e Yara Gouvêa. 


De acordo com Carlos Siqueira a formação de quadros não se limita em sua importância, apenas aos territórios institucionais do embate político. “Militantes qualificados, motivados, conscientes de suas missões chegam a todos os locais e localidades com mensagem de esperança, de expectativa fundamentada, de reivindicação e, especialmente, de direito”, afirmou. 

O presidente da FJM disse, ainda, que a atual crise financeira mundial diz respeito a muitas coisas, mas de modo muito próximo e especial à urgência da política, e em particular da programática, partidária, de convicções. “Se ela não se reinventar para estar à altura dos desafios do tempo, é a cidade, a nação e, em particular os despossuídos, que pagarão as contas dos Bônus, mas também de décadas de desalento e desesperanças, de filhos mais pobres, infelizes e menos educados que seus pais”, justificou. 

O programa é financiado pela FJM. Cada estado prestará conta do montante que foi outorgado ao seu projeto de formação. 

Histórico 
O programa Nacional de Formação Política da FJM teve seu início com o propósito de usar a informação como alavanca de formação política alicerçada na liberdade e democracia, valores e princípios inegociáveis da luta socialista. 

O caminho percorrido foi centrado em quatro grandes cursos financiados pela FJM. São eles: “Formação Política”, “Formulação e Gestão de Políticas Públicas”, “Socialismo em Revista” e “Políticas Públicas de Juventude”. 

A estratégia de construção dos acervos dos cursos, sob a coordenação da Fundação, percorreu várias e distintas etapas de produção de informações e conhecimentos. 

Agora se encontra na etapa da descentralização do conteúdo ao nível dos Estados, que só foi possível em função de dois grandes movimentos: a concepção e produção das estratégias multimeios de distribuição dos conteúdos na estrutura do Partido; e a operacionalização dos resultados alcançados com a realização do “Seminário Nacional de Formação de Multiplicadores para Organização de Núcleos de Formação Política e Formulação de Políticas Públicas nos Estados”, ocorrido em Brasília de 29 de janeiro a 1º de fevereiro de 2009. 

Os resultados do Seminário e os seus desdobramentos, materializados na forma de projetos estaduais de formação política, possibilitaram não apenas o amplo debate sobre estratégias de soma de esforços para a formação política, mas os debates, nos limites naturais das possibilidades. Além disso, apontaram claramente as possibilidades de construção de um partido plural, libertário, democrático, tolerante e pródigo em hospitalidade, capaz de respeitar pactos e reconhecer as muitas vantagens da organização. 


Priscila Rocha - Assessoria de Comunicação do PSB

Univasf terá cota para rede pública


A Universidade Federal do Vale do São Francisco (Univasf) anunciou ontem outra novidade no processo seletivo deste ano: a implantação da cota social. Metade das vagas oferecidas pela instituição (foram 1.200 no último vestibular) será destinada a alunos que estudaram integralmente o ensino médio em escolas públicas. Semana passada, a universidade havia comunicado o fim do vestibular com a adesão ao Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) como única maneira de ingresso nas suas graduações. 

Os critérios para adoção da cota social foram definidos ontem pela manhã, durante reunião do conselho universitário, realizada em Petrolina, no Sertão do Estado, onde fica um dos câmpus da instituição. Segundo o pró-reitor de ensino, Marcelo Ribeiro, para conseguir a vaga, o estudante cotista não pode zerar uma das quatro partes da prova (serão quatro eixos, conforme o MEC: linguagens, códigos e suas tecnologias (incluindo redação), ciências humanas e suas tecnologias, ciências da natureza e suas tecnologias e matemática e suas tecnologias). A regra vale tanto para os feras da rede pública quanto para os da rede privada. Mas só será aplicada na primeira opção de curso do candidato. 

“Vamos juntar as notas de todos os candidatos cotistas e tirar uma média. Para conquistar uma vaga, o estudante tem que somar nota igual ou superior a 70% dessa média”, explica Marcelo. Ele ressalta que não necessariamente a reserva de 50% das vagas tem que ocorrer, caso os cotistas não atinjam a nota mínima exigida. E exemplifica: “O curso de administração tem 50 vagas. Vinte cinco serão para alunos da rede pública. Se na seleção somente 20 alunos tiverem tirado nota 70% maior que a média do grupo, vão sobrar cinco vagas. Essas vagas irão para os demais concorrentes, que podem ser da rede privada”, observou o pró-reitor. 

Rural usa Enem e acaba vestibular


Nota do Exame Nacional do Ensino Médio será única forma de ingressar em um dos 41 cursos de graduação da universidade. Mudança começa este ano

Margarida Azevedo - mazevedo@jc.com.br 

A Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE) vai adotar a nota do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), realizado pelo Ministério da Educação (MEC), como única forma de ingresso nos seus cursos de graduação. A mudança começa a valer este ano e significa o fim do tradicional vestibular. Semana passada, a Universidade Federal do Vale do São Francisco (Univasf) já havia anunciado a adesão ao novo modelo de seleção proposto pelo governo federal. Entre as federais do Estado, falta apenas a Federal de Pernambuco (UFPE) se pronunciar, o que deve ocorrer amanhã. 

Para concorrer às 3.190 vagas da Rural – haverá acréscimo de 160 em relação ao ano passado, com a criação de dois novos cursos, licenciatura em educação física e bacharelado em ciência da computação – o fera terá que esperar o resultado do Enem para depois inscrever-se na seleção da universidade. Isso só ocorrerá em janeiro, pois o MEC promete divulgar as notas do exame apenas no oitavo dia de 2010. 

Não bastasse ter que esperar o próximo ano para saber se ingressarão na universidade, os feras terão que acelerar os estudos, pois o Enem será aplicado em outubro (dias 3 e 4). Ou seja: haverá um mês a menos de preparação, uma vez que o vestibular realizado até o ano passado começava no fim de novembro. Os vestibulandos vão responder 200 questões (o Enem anterior tinha 63) e fazer uma redação. 

“Queremos alunos capazes de pensar, de refletir sobre os problemas da sociedade, de criar soluções para a universidade, de interagir. O Enem exige raciocínio, não avalia só o conteúdo, por isso decidimos adotá-lo este ano”, destacou o reitor da Rural, Valmar Corrêa de Andrade, ontem à tarde, ao anunciar a decisão da universidade. Segundo ele, o atual vestibular está ultrapassado e já havia interesse da UFRPE em modificá-lo, antes mesmo da proposta do MEC. 

Sem vestibular, não haverá cobrança de taxa de inscrição. Com isso, o reitor acredita que serão mais candidatos às vagas da Rural. No vestibular do ano passado foram aproximadamente 13 mil inscritos. “Os alunos de escolas públicas poderão se candidatar às nossas vagas sem nenhum custo, pois há gratuidade na inscrição do Enem para quem estudou na rede pública”, observou Valmar Corrêa. O MEC cobra taxa para quem é da rede privada (R$ 35 no ano passado). 

O bônus de 10% concedido aos candidatos do interior para as graduações de Garanhuns, no Agreste, e Serra Talhada, no Sertão, está mantido. “Pela proposta do MEC, os estudantes terão até cinco opções de escolha de cursos, que podem ser na mesma universidade ou em instituições diferentes. Após a divulgação das notas do Enem, será aberto um período de inscrição igual para todo o País. Vamos preencher as vagas de acordo com a nota dos estudantes”, explicou a pró-reitora de ensino de graduação da Universidade Rural, Maria José de Sena.

segunda-feira, 4 de maio de 2009

UBES convoca reunião de diretoria para dias 23 e 24 de maio em SP



Entidade promoverá simultaneamente o Seminário Nacional de Educação

A UBES realizará dias 23 e 24 de maio sua reunião de diretoria plena para debater as ações da entidade para o próximo período. O encontro terá como sede a cidade de São Paulo.

Durante a reunião, acontecerá também o Seminário Nacional de Educação da UBES. "Debateremos nossa participação na Conferência Nacional de Educação de 2010 e a unificação do vestibular. Esse Seminário irá preceder os Seminários Estaduais de Educação da UBES", informou Thiara Milhomen, diretora da entidade.

Os participantes ficarão em alojamentos. A alimentação não está inclusa. Outras informações pelo e-mail: ubes@ubes.org.br.

PSB veta participação de filiados no governo Roseana


 O Partido Socialista Brasileiro, o PSB 40, fechou questão e não vai admitir que seus filiados participem ou colaborem, direta ou indiretamente, com a atual administração da senhora Roseana Sarney Murad no Governo do Estado.

Isto vale para os Deputados Estaduais, para os Prefeitos Municipais, para os Vereadores, todos que tenham sido eleitos sob sua legenda, e também para qualquer filiado.

O Diretório Regional assim deliberou, por unanimidade, fixando a decisão como diretriz partidária a ser obedecida, sob pena de perda do mandato ou da condição de filiado.

A ata da reunião do Diretório será encaminhada ao Tribunal Regional Eleitoral e, após simples registro, enviada com oficio às Mesas da Assembléia Legislativa e Câmaras Municipais.(Do blog de Edson Vidigal)

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